SPI - relatório do inspetor - Inspetoria Amazonas e Acre I.R.1 - 1928; Legenda: Levantamento dos 50 km reservados pela Assemblea do Estado para os indios Uaymiry, na região do Jauapery, desde a cacheira do Alalahú até o ponto terminal do estirão do Turá
O que mais agrada neste livro é o estilo pitoresco do autor. Feito com ironia, fina escrita, observação delicada de pintor (que Biard foi), "Dois anos no Brasil" é obra que pode ser lida com o sabor dos melhores cronistas e, sem exagero, dos bons ficcionistas. O pintor Biard esteve entre nós em meados do século XIX. Teve cargos importantes como professor honorário da Academia Imperial de Belas-Artes e foi retratista de D. Pedro II e caricaturista. A prática da caricatura e do retrato deu-lhe argúcia crítica que, levada à escritura, transformou-se em acuidade para descrever hábitos e costumes dos brasileiros daquela época. A descrição dos motivos de sua vinda e a chegada na Baía de Guanabara poderiam figurar numa antologia literária. Auguste François Biard (1798-1882) viajou pelo Rio de Janeiro, embrenhou-se pelo Espírito Santo e, principalmente, pelo Amazonas. Aí relata, numa narrativa etnográfica interessantíssima, seu encontro com os índios, a natureza, as crenças, costumes e cultura indígena e brasileira dos anos em que viveu na nossa nação.
Sem títuloExamina a política pública para as estruturas territoriais do país. O autor estuda a geopolítica portuguesa no Brasil, estratégias de ocupação e domínio adotadas e o quadro territorial e político no contexto da Independência, examinando desde as revoltas provincianas (Cabanagem, Sabinada, Farroupilha) até a consolidação do Estado Nacional
Sem títuloA tarefa do educador não seria precisamente a de ensinar a ler, mas criar condições para o educando realizar a sua própria aprendizagem, conforme seus próprios interesses, necessidades, fantasias, segundo as dúvidas e exigências que a realidade lhe apresenta
Sem títuloCorografia Histórica da Província de Minas Gerais (1837), escrito por Raimundo José da Cunha Matos além de ter se notabilizado como militar e político durante o primeiro reinado e o período regencial, notabilizou-se, igualmente, pelas suas preocupações com questões relativas à História do Brasil. Neste último campo é apreciável a sua contribuição: redigiu vários trabalhos, reveladores do seu empenho com a pesquisa e o domínio das fontes; foi um dos inovadores da periodização da História do Brasil; participou da fundação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Sua principal obra foi justamente a Corografia. Trata-se de um repositório de informações (comunicações, demografia, cultura, atividades econômicas, organização eclesiástica, saúde, organização judiciária e administrativa, finanças, história), sobre a referida Província. A reunião de tais informações não só se constitui no mais completo estudo a respeito do assunto, como também acabou se constituindo em fonte indispensável para todos aqueles que pretendem investigar a história
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