Esta pesquisa investiga os pobres livres das vilas açucareiras de Pernambuco em seu processo de interação com os conflitos da chamada guerra dos bárbaros e o momento de formação da sociedade sertaneja colonial
SILVA, Kalina Vanderlei Paiva daPeça de cabaça com duas perfurações, atravessada ao centro, em toda a extensão, por uma madeira roliça, presa com cera de abelha. Instrumento desprovido de fio de buriti e vareta de madeira, itens componentes da peça
XerenteZunidor zoomorfo confeccionado com prancha de madeira oblonga entalhada. Apresenta superfície decorada com motivos geometrizantes pintados de preto. Exibe junto à extremidade proximal orifício de onde pende um cordel de algodão
MehinakoZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando junto a uma das extremidades orifício de onde pende um fio de algodão
CanelaZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando junto a uma das extremidades orifício de onde pende um fio de algodão
CanelaZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando superfície decorada com motivos geometrizantes pintados em preto, vermelho e branco. Exibe uma das extremidades entalhada e junto a esta, orifício de onde pende um fio de algodão tingido de vermelho
KuikuroZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando superfície decorada com motivos geometrizantes pintados em preto, vermelho e branco. Exibe junto a extremidade proximal orifício de onde pende um fio de algodão
KuikuroZunidor zoomorfo confeccionado com prancha de madeira oblonga entalhada apresentando superfície decorada com motivos geometrizantes pintados de preto
Índios do XinguZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando em uma das extremidades orifício de onde pende um fio de tucum amarrado a um torniquete
MaxacaliZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando junto a uma das extremidades orifício de onde pende um fio de algodão
CanelaZunidor zoomorfo confeccionado prancha de madeira oblonga apresentando superfície decorada com motivos geometrizantes pintados de preto
Índios do XinguZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando superfície decorada com motivos geometrizantes pintados de preto
Índios do XinguZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando uma das extremidades entalhada e a outra exibindo um orifício de onde pende um fio de algodão
TembéZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando superfície decorada com motivos geometrizantes pintados em preto. Exibe uma das extremidades entalhada e junto a esta um orifício de onde pende um fio de algodão
KamayuráZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando superfície decorada com motivos geometrizantes pintados em vermelho e branco. Exibe uma das extremidades entalhada e junto a esta um orifício de onde pende um fio de algodão
KamayuráZunidor confeccionado com prancha de madeira oblonga apresentando superfície decorada com motivos geometrizantes em preto, revestidos com cera preta e sobre estas, plumas brancas. Apresenta junto a uma das extremidades orifício de onde pende um fio de tucum
BororoPeça de cabaça com duas perfurações, atravessada ao centro, em toda a extensão, por uma madeira roliça, presa com cera de abelha. Apresenta fio de buriti que se liga a uma vareta de madeira
XerenteOs viajantes europeus em seus relatos de viagens ao Novo Mundo contavam sobre seres fantásticos que habitavam as terras recém-descobertas. Uma rica iconografia é reproduzida e analisada neste documentário precioso, que trata de uma “zoologia fantástica” brasileira, presente nos relatos daqueles viajantes que percorreram o Brasil nos séculos XVI e XVII. Ao apontar as influências fantásticas do bestiário da Antigüidade e da Idade Média nos relatos dos viajantes coloniais brasileiros, Taunay expõe o assombro do olhar estrangeiro diante de uma fauna exuberante e diversificada que provocou a construção de um novo imaginário
TAUNAY, Afonso de E. (Afonso d'Escragnolle)Publicação sobre os saberes que pertence aos Nhandei vae dos Guarani Mbiá
Com o apoio do IPHAN este projeto apresenta uma amostra significativa dos cantos das crianças interpretados pelos grupos de cantos e danças tradicionais Mbyá Guarani de três comunidades da grande Porto Alegre. Ele registra o resultado de um intenso trabalho coletivo e cotidiano sob a orientação dos guias musicais dos grupos. Cantando e dançando em diferentes contextos, os Mbya Guarani controem e afirmam sua identidade; comunicam-se entre si, com as divindades, com a natureza e também com a sociedade envolvente, expressando e atualizando seus valores, suas reinindicações e seu modo de ser. O nascimento de uma criança representa aprovação pelos deuses do modo de ser Mbya, e uma criança que canta fortalece a relação dos Mbya com os outros seres do cosmos
O livro aborda aspectos mitológicos dos povos indígenas do Vale do Rio Negro no Amazonas
Mello, Glaúcia Buratto Rodrigues deYudu Jhummajoodö. Não possui arquivo de áudio
Povo Ye'kwanaYudiimene Nedö Yudiimeyuuwa Seduume Nhaadonkwa'jödö. Não possui arquivo de áudio
Povo Ye'kwanaConto de histórias tradicionais do povo Karajá
Povo Iny da Aldeia FontouraLivro de contos dos índios Guarani
Solari-Oresyete, PatriciaInteressante trabalho sobre uma experiência educacional na escola indígena de uma comunidade Guarani no Rio de Janeiro. Confronta-se a memória oral com os registros escritos da história dos últimos 500 anos, mostrando as ricas possibilidades de diálogo entre formas diferentes de pensar a história. O livro traz depoimentos de alunos e professores indígenas, ilustrando os resultados da experiência, com destaque para o trabalho realizado com ilustrações
BORGES, Paulo Humberto PortoLivro sobre o território do povo indígena Mayongong
Este livro é um dos produtos previstos dos projetos ProDoclin, de seus pesquisadores indígenas e não-indígenas, bem como de toda a equipe gestora e técnica do Museu do Índio. Ele se destina em primeiro lugar aos povos indígenas que acolheram a proposta do ProDoclin abrindo suas línguas ao conhecimento de todos. O livro foi elaborado em 2011, durante uma oficina realizada na Missão Catrimani, para apresentar a proposta de ortografia para os falantes de ỹaroamë. * Os direitos autorais sobre os desenhos e textos em língua indígena constantes da presente obra são de natureza coletiva e pertencem exclusivamente ao povo Ỹarõamë.
ProDoclin YaroameCartilha produzida no contexto do Projeto Ninam - Yaroamë e tem por objetivo apoiar as futuras ações de educação na região Yaroamë e se destina a falantes nativos que desejam aprender a escrever sua língua
Protocolo de consulta dos povos indígenas Yanomami e Ye`kwana
Vieira, Marina A. R. de MattosConto infanto-juvenil que narra a história de uma mulher que come carne de onça e lentamente vai se transformando em um animal mitológico chamado Yaguarãboia do povo Maraguá
YAMÃ, YaguarêO livro apresenta 27 músicas da festa Yafu transcritas em Kawaiwete e traduzidas para o português em virtude da realização de oficina
Este livro é um dos produtos previstos dos projetos ProDoclin, de seus pesquisadores indígenas e não-indígenas, bem como de toda a equipe gestora e técnica do Museu do Índio. Ele se destina em primeiro lugar aos povos indígenas que acolheram a proposta do ProDoclin abrindo suas línguas ao conhecimento de todos. O livro foi elaborado em 2011, a partir da revitalização da festa Yafu. O livro apresenta 27 músicas transcritas em Kawaiwete e traduzidas para o português. Esta festa foi retomada a partir do sonho do pajé e cacique da aldeia Gwarujá, Tuiaraiup Kaiabi, sonho no qual ele visualizou os desenhos gráficos, os objetos a serem usados, assim como as músicas que foram gravadas durante uma festa realizada na aldeia Gwarujá * Os direitos autorais sobre os desenhos, audio e textos em língua indígena constantes da presente obra são de natureza coletiva e pertencem exclusivamente ao povo Kawaiwete.
ProDoclin Kawaiwete-KayabiYaduunakaawa Nedö Yaduunuwiiyu Seduume Nhaadonkwa'jödö. Não possui arquivo de áudio
Povo Ye'kwanaVolume 1 - Awa'deeto Yadeejedu
Está reunida aqui uma parte do vasto conhecimento do sábio Waseejinheedu, que possui um valor inestimável para o povo Ye’kwana. O caminho encontrado pelas lideranças, sábios e sábias ye’kwana para iniciar o trabalho foi registrar por escrito o maior número possível de cantos considerados prioritários, isto é, repertórios importantes que eram desconhecidos pela maioria e sem nenhum registro. Essa escolha também foi influenciada por um sentimento de urgência em documentar saberes que esse sábio guardou ao longo de uma vida dedicada à maestria dos cantos, especialmente, aqueles cantos de desintoxicação, purificação e proteção e afugentamento que fortalecem o modo de vida ye’kwana.
O objetivo principal da coleção Yadeejedu foi valorizar o legado deixado pelos ancestrais mais antigos, o qual vem sendo cuidado há muito tempo por nossos pais, mães, tios e tias, avôs e avós, bisavôs e bisavós etc. Ao possibilitar a leitura dos versos dos cantos e a audição de seus “caminhos melódicos”, esperamos fortalecer a transmissão dos cantos entre as pessoas interessadas em nossos preciosos conhecimentos. As lideranças disseram inúmeras vezes que é preciso incentivar os mais jovens a aprender a cantar e por isso esses livros também devem ser usados em nossas escolas.
Yadeejedu é o resultado de um intenso trabalho de pesquisa e documentação e reúne em dois volumes 63 cantos cujas as letras foram registradas parcial ou integralmente, além do vocabulário específico da fala ritual e seus significados, das explicações sobre a origem de cada canto, os resguardos e cuidados que devem ser respeitados durante a ação ritual. Por conter conteúdos sensíveis e sigilosos, a coleção destina-se exclusivamente ao povo Ye’kwana.
O primeiro volume traz o registro de 62 cantos considerados prioritários pelos sábios e sábias. Está organizado em três partes - Inchonkomo nichu’jätö’jokoomo, Waseejinheedu nichu’jätö’jödö e Wodinnhamo nichu’jätö’jokoomo - que reúnem os cantos cujos caminhos melódicos foram gravados pelas lideranças masculinas, pelo sábio Waseejinheedu e pelas mulheres, respectivamente. Como mencionamos, as sábias preferiram não gravar suas vozes e nós mantivemos essa divisão.
Awa'deeto Yadeejedu
Yäätänno wäätajä’nä könä’ja’dea, nhäädä inchomo Waseejinheedu tö’tajäätödö jäkä wäätajä’nä, nhanno dhantai inchonkomo töweijhä’ecche naatoodö fajeeda jäkä ajäijhodö yääma’ta’komo naatoodö jäkä wäätajä’nä maja. Töwö inchomo könä’döaakä töwwä yäänedö woijhe “äne'käämö a'ke maato?” ke könä'döaakä soto wännhe. Yääje tujunna’komo deamma mhenkadö könä’döi a’ke köwwännhe naadömma. Mädääje könä’döi naadökoomo jäkä, kanno inchonkomo, no’sankomo köntö'tammeköicho, tujunna’komo jecche naadö deamma, fajeeda jäkä ajäijhaajä je’da naadökoomomma kunku’näkai töwö inchomo. Mädä chö’tamme’kajä naadö könä’jaakä, töwö inchomo towaanojo’nato Waseejinheedu nichu’jätö’jödömma: Wänwa’donkwatoojo, Wekokkwatoojo, Wo’no’nö’jätoojo, Wejumma, Wesankwa kädäijhato shankwajäätojo, yääjecche jemma wennhä yecchöjooje.
Edä Yadeejedu chäänönnge yä’döa’jäkä yecchöjo yäänedö na tujunnato je, tänkano’täämö je maja. Nhanno fenaadä tötaamuudu je nä’jantodömma, chäänönge töweccho’komooje tönnöe nä’janto, tameedä a’jimmajo’tojo je naadö. Edääje mädä jäkä woowanoomanä na nhäädä chu’jä’nei nichu’jä’aadö woijhe, mädä chäämadö chu’jätöödö na, chäänönnge iyä tönenkeke’majä’e wennhä naadö maja. Mädääje jeene nhanno dhantai töntö’tamme’jä’e naatoodö chäänönnge näämakoaato, tuku’jä’emö’kä chu’jätöödö kemma. Nhanno dhantai inchonkomo könä’döa’to: wennhä je, yecchöödä je, chääjäkä tödö’jökoomo maane naato mudeeshi, yoowanoomadöökomo jäkänchädä. Yääje yeijhäkä edä fajeeda tödöödö tujunne na woowanoomatoojo je.
Mädä tödööajä naadö, töweyye yecchöjo na täne’majä’emööje, chö’tamme’kajä könä’ja’dö’kä wa’kä. Chäänönnge yä'döaajä aakä to’kä wa’kä fajeeda mhennaajä, dhaka yecchö yaawä äddwawä sotooto de’wä äddwawä jhu’jäkoomo, inchomo nichu’jätö’jödö. Tujuumä tödööajä na, mädä inchomo nichu’jätö’jödö mhennaajä fajeedä jäkä. Töweiyye maja tödööajä (vocabulário) acchudi ai e'tädö, ye'käkä wa'dennä ai e'tädö maja. Yääje töwä’dö’se yecchö keeto, jhu’jäkoomo wataamedö naadö waadäi. Edääje maja tödöödö köneyya’dea tönonnha’komo jäkä: täneema’täka’komo tödööjätöödawä, tönonnhatooje na, täneemaamö.
Awa’deene tödöödö köneyyakä, äddwawä sotooto de'wä aakä jhu’jä to’kä wa’kä, tujunna’komo che jeene. Mädä tödöödö köneyyakä kanno inchonkomo, no’sankomo dö’senno. Äddwawä töwö na, yäätä inchonkomo könä’ja’todö noneejajäätö'jödö, Waseejinheedu nichu’jätö’jödö. Wodinnhamo nichu’jätö’jokoomo maane a’kecche na. Aakä to'kwa'kä könoonejaajätöicho tödöödö, chäämadö: dhannwa eemadö, wodi eemadö. Inchomo Waseejinheedu könoonejaajätöichö je, dhantai no’sankomo könoneejaajätöichodö je maja.
Povo Ye'kwana