Wemo, a senhora mais velha da aldeia Buaçu reconhece na fotografia que segura seu falecido pai. Na foto, de autoria de Harald Schultz de 1951, no rio Cochichá, o pai toca uma buzina de barro.
UntitledJovem da aldeia Buaçu observa fotografia que Wemo lhe mostra de seu falecido pai e da buzina de barro.
UntitledReunião com a comunidade na aldeia Santa Júlia para conversar sobre o projeto (anuência, desenvolvimento possíveis, prazos, etc) e para organizar as oficinas de criação de instrumentos (escolha dos mestres artesãos, cozinheira, cronograma, etc)
UntitledMariri realizado para comemorar o início dos trabalhos.
UntitledDistribuição de miçangas para as mulheres na aldeia Santa Júlia. Em uma cabaça gigante, colocamos toda a miçanga, chamamos as mulheres com o heihei, a buzina do chefe. Na foto, Komizi e outros misturam a miçanga na cabaça.
UntitledKubil e Komizi organizam a distribuição enquanto as mulheres chegam com canecos e plásticos para pegar sua miçanga.
UntitledA carne tirada do casco do jabuti para fazer o instrumento musical (vai direto para o fogo, pois é muito apreciada pelos índios.
UntitledNa tarde do dia 25 de julho, Rodrigo Piquet, responsável pelo Núcleo de Biblioteca e Arquivo - NUBARQ, consegue disponibilizar para cada um dos jovens um dvd com as fotos digitalizadas de Milton Guran, que os Matis qualificaram durante a oficina Organização do acervo arquivístico: a experiência do Museu do Índio. As fotos puderam ser assistidas por todos na televisão da sala audiovisual da biblioteca do MI. De pé: Camila Bevilaqua, auxiliar de registro das oficinas e Michelle Ludvichak, pesquisadora convidada do ProDocult Matis. Sentados, em sentido horário: Shapu Sibó (de blusa azul), Dani, Carolina Lopez, coordenadora do ProDocult Matis, Binin Bëchu e Damë Bëtxum.
UntitledNa tarde do dia 25 de julho, Rodrigo Piquet, responsável pelo Núcleo de Biblioteca e Arquivo - NUBARQ, consegue disponibilizar para cada um dos jovens um dvd com as fotos digitalizadas de Milton Guran, que os Matis qualificaram durante a oficina Organização do acervo arquivístico: a experiência do Museu do Índio. As fotos puderam ser assistidas por todos na televisão da sala audiovisual da biblioteca do MI. Damë Bëtxum e, ao fundo, Michelle Ludvichak, pesquisadora convidada do ProDocult Matis.
UntitledA comitiva matis e a equipe do ProDocult Matis assistem as fotos do antropólogo e fotógrafo Milton Guran sobre a etnia, digitalizadas pelo Núcleo de Biblioteca e Arquivo – NUBARQ do Museu do Índio-RJ e distribuídas para os jovens que vieram fazer oficinas no Rio de Janeiro.
UntitledRegistro da oficina oferecida pelo Núcleo de Biblioteca e Arquivo - NUBARQ, cujo responsável é Rodrigo Piquet, intitulada Organização do acervo arquivístico: a experiência do Museu do Índio, na manhã do dia 21 de julho de 2014, a primeira atividade da comitiva Matis no RJ. A oficina foi oferecida pelas consultoras Thais Tavares Martins e Adriana Camelo e consistiu no conhecimento das formas como são tratados os documentos do antigo Serviço de Proteção aos Índios – SPI, de forma a também fazerem parte do acervo digital do Museu do Índio-RJ. De pé: Camila Bevilaqua, auxiliar de registro das oficinas do RJ, Carolina Lopez, coordenadora do ProDcocult Matis e, à frente, Adriana Camelo. Sentados: ao fundo, Dani, Bëux, Shapu, Binin Bëchu e Thais Martins.
UntitledDurante a oficina no acervo arquivístico do Museu do Índio, a pesquisadora convidada do projeto, Michelle Ludvichak, lembrou-se de da existência de fotos do antropólogo e fotógrafo Milton Guran com as quais teve contato em uma exposição do mesmo e informou a Rodrigo Piquet, que encontrou essas fotos no acervo, nas quais ainda não haviam sido identificados os Matis. Todos se surpreenderam com o reconhecimento das pessoas nas fotos, inclusive parentes próximos e mesmo um dos jovens presentes na sala, Bëux Matis. Ele é o bebê apontado na foto.
UntitledOficina de Edição em Vídeo do Coletivo Audiovisual Matis, realizada no Museu do Índio/RJ, entre os dias 21 e 25 de julho de 2014. Ao longo das oficinas audiovisuais oferecidas nas aldeias, quatro jovens foram escolhidos pelas pesquisadoras em conjunto com a comunidade para participar da atividade no Rio de Janeiro: Shapu Sibó e Dani, da Aldeia Tawaya, e Binin Bëchu e Damë Bëtxum, da Aldeia Bukuak. Os jovens editaram quatro curtas-metragens a partir de imagens gravadas durante as aulas nas aldeias. Em sentido anti-horário: Shapu Sibó, Dani, Damë Bëtxum, Binin Bëchu, Celso Renato Maldos, coordenador da Oficina de Edição em Vídeo, e, de pé, Camila Bevilaqua, auxiliar de documentação da atividade.
UntitledOficina de Edição em Vídeo do Coletivo Audiovisual Matis, realizada no Museu do Índio/RJ, entre os dias 21 e 25 de julho de 2014. Ao longo das oficinas audiovisuais oferecidas nas aldeias, quatro jovens foram escolhidos pelas pesquisadoras em conjunto com a comunidade para participar da atividade no Rio de Janeiro: Shapu Sibó e Dani, da Aldeia Tawaya, e Binin Bëchu e Damë Bëtxum, da Aldeia Bukuak. Os jovens editaram quatro curtas-metragens a partir de imagens gravadas durante as aulas nas aldeias. Celso Renato Maldos, coordenador da Oficina de Edição em Vídeo, orienta Damë Bëtxum.
UntitledOficina de Edição em Vídeo do Coletivo Audiovisual Matis, realizada no Museu do Índio/RJ, entre os dias 21 e 25 de julho de 2014. Ao longo das oficinas audiovisuais oferecidas nas aldeias, quatro jovens foram escolhidos pelas pesquisadoras em conjunto com a comunidade para participar da atividade no Rio de Janeiro: Shapu Sibó e Dani, da Aldeia Tawaya, e Binin Bëchu e Damë Bëtxum, da Aldeia Bukuak. Os jovens editaram quatro curtas-metragens a partir de imagens gravadas durante as aulas nas aldeias. Em sentido anti-horário: Celso Renato Maldos, coordenador da Oficina de Edição em Vídeo, Dani, Shapu Sibó, Binin Bëchu e Damë Bëtxum.
UntitledOficina de Edição em Vídeo do Coletivo Audiovisual Matis, realizada no Museu do Índio/RJ, entre os dias 21 e 25 de julho de 2014. Ao longo das oficinas audiovisuais oferecidas nas aldeias, quatro jovens foram escolhidos pelas pesquisadoras em conjunto com a comunidade para participar da atividade no Rio de Janeiro: Shapu Sibó e Dani, da Aldeia Tawaya, e Binin Bëchu e Damë Bëtxum, da Aldeia Bukuak. Os jovens editaram quatro curtas-metragens a partir de imagens gravadas durante as aulas nas aldeias. Momento de Damë Bëtxum manusear o programa de edição.
UntitledOficina de qualificação do acervo museológico matis do Museu do Índio/RJ. Os jovens registraram a experiência com suas próprias câmeras e também conheceram peças de outras etnias que habitam o Brasil.
UntitledVisita ao acervo museológico do Museu do Índio/RJ, guiada pela responsável pelo Serviço de Conservação do Patrimônio Cultural e Arquitetônico da instituição Maria José Sardella, com a participação de cinco jovens matis: Binin Bëchu, Dani, Shapu Sibó, Damë Bëtxum e Bëux. Foram qualificadas peças matis e observados artefatos de outras etnias. Roda de teto ritual da etnia Wayana, peça que chamou a atenção dos jovens matis.
UntitledNa manhã do dia 24 de julho, os jovens receberam três kit´s de publicações do Museu do Índio-RJ sobre conhecimentos indígenas de outras etnias, oferecidos pelo Núcleo de Biblioteca e Arquivo – NUBARQ, que a pedido das pesquisadoras responsáveis pelo projeto Matis, disponibilizou os kit´s para cada uma das escolas das três aldeias matis. Os alunos entram em contato com o material nos jardins do MI, enquanto aguardam o início da oficina de qualificação do acervo museológico. Bëux Matis e Dani Matis com um dos livros dos kit´s recebidos, pelos quais os alunos ficaram responsáveis de levar para cada escola das três aldeias matis: Tawaya, Todawak e Bukuak.
UntitledDurante a oficina de qualificação do acervo arquivístico, os jovens matis que vieram ao Rio de Janeiro ganharam 3 kit´s de publicações do Museu do Índio para levarem para cada uma das escolas das três aldeias matis existentes. Os jovens se interessaram pelos livros, entrando em contato com os mesmos nos jardins do Museu, enquanto aguardavam o início da oficina de qualificação do acervo museológico da etnia.
UntitledOficina de Edição em Vídeo do Coletivo Audiovisual Matis, realizada no Museu do Índio/RJ, entre os dias 21 e 25 de julho de 2014. Ao longo das oficinas audiovisuais oferecidas nas aldeias, quatro jovens foram escolhidos pelas pesquisadoras em conjunto com a comunidade para participar da atividade no Rio de Janeiro: Shapu Sibó e Dani, da Aldeia Tawaya, e Binin Bëchu e Damë Bëtxum, da Aldeia Bukuak. Os jovens editaram quatro curtas-metragens a partir de imagens gravadas durante as aulas nas aldeias. Dani e Celso Renato Maldos, coordenador da Oficina de Edição em Vídeo do Coletivo Audiovisual Matis.
UntitledOficina de Edição em Vídeo do Coletivo Audiovisual Matis, realizada no Museu do Índio/RJ, entre os dias 21 e 25 de julho de 2014. Ao longo das oficinas audiovisuais oferecidas nas aldeias, quatro jovens foram escolhidos pelas pesquisadoras em conjunto com a comunidade para participar da atividade no Rio de Janeiro: Shapu Sibó e Dani, da Aldeia Tawaya, e Binin Bëchu e Damë Bëtxum, da Aldeia Bukuak. Os jovens editaram quatro curtas-metragens a partir de imagens gravadas durante as aulas nas aldeias. Dani e Celso Renato Maldos, coordenador da Oficina de Edição em Vídeo do Coletivo Audiovisual Matis.
UntitledOficina de Edição em Vídeo do Coletivo Audiovisual Matis, realizada no Museu do Índio/RJ, entre os dias 21 e 25 de julho de 2014. Ao longo das oficinas audiovisuais oferecidas nas aldeias, quatro jovens foram escolhidos pelas pesquisadoras em conjunto com a comunidade para participar da atividade no Rio de Janeiro: Shapu Sibó e Dani, da Aldeia Tawaya, e Binin Bëchu e Damë Bëtxum, da Aldeia Bukuak. Os jovens editaram quatro curtas-metragens a partir de imagens gravadas durante as aulas nas aldeias. Da esquerda para a direita: Dani, Celso Renato Maldos, coordenador da oficina, Binin Bëchu (de pé), Shapu Sibó (de pé) e Damë Bëtxum.
UntitledNo dia 25 de julho de 2014, Simone Mello, gestora de design e produto e consultora em expografia e linguagem audiovisual do Museu do Índio/RJ, apresenta aos Matis as possibilidades envolvidas com a disponibilização de um site específico para o ProDocult Matis. De pé: Simone Mello e Camila Bevilaqua, auxiliar de registro das oficinas no Rio de Janeiro; atrás delas, Roberto Aranha, responsável pelo setor audiovisual do Museu. Sentados, de trás para frente: Shapu Sibó, Damë Bëtxum, Binin Bëchu e Dani.
UntitledTsinte witsun xete, instrumento para tecer os witsun, adornos trançados (pulseiras, braçadeiras e jarreteiras), utilizados por todos os habitantes de uma aldeia. É usado junto aos teares, ambos os instrumentos essencialmente femininos e produzidos pelas próprias mulheres.
UntitledTsinte, colher de madeira que serve para mexer a caiçuma enquanto esta esquenta ao fogo. É feita a partir do tronco da palmeira wani, pupunheira (Bactris gasipaes). É um instrumento de extrema importância para o universo feminino e é enterrado com a proprietária na hora de sua morte.
UntitledMatsu, cuia de cerâmica simples e base côncava. Serve para beber caiçuma, seja no dia a dia, seja durante os rituais.
UntitledOficina de Edição em Vídeo do Coletivo Audiovisual Matis, realizada no Museu do Índio/RJ, entre os dias 21 e 25 de julho de 2014. Ao longo das oficinas audiovisuais oferecidas nas aldeias, quatro jovens foram escolhidos pelas pesquisadoras em conjunto com a comunidade para participar da atividade no Rio de Janeiro: Shapu Sibó e Dani, da Aldeia Tawaya, e Binin Bëchu e Damë Bëtxum, da Aldeia Bukuak. Os jovens editaram quatro curtas-metragens a partir de imagens gravadas durante as aulas nas aldeias. Conclusão da atividade, momento em que a Coordenadora do ProDocult, Chang Whan, veio entregar os diplomas para os jovens participantes. Da esquerda para a direita: Shapu Sibó, Carolina Lopez, consultora do ProDocult Matis, Binin Bëchu, Michelle Ludvichak (agachada), pesquisadora associada ao ProDocult Matis, Chang Whan, Dani, Celso Renato Maldos, coordenador da Oficina de Edição em Vídeo, e Damë Bëtxum.
Rede extendida no tear manual construído só para tecer esta rede e a mulher escondida atrás dela trabalhando.
UntitledJoão Ikobo limpa com faca o casco do jabuti sentado em sua cozinha, com rede tradicional sendo tecido em tear ao fundo.
UntitledKomizio se apresenta no caminho antes de iniciar a jornada em busca de bons pedaços de taboca (zumi) para produzir o boborara.
UntitledKomizi faz acabamentos na flauta produzida. Benjamim filma e Joaquim anota as informações passadas por Komizi.
UntitledDetalhe do tipo de pupunha utilizado para confecção do arco do hihiti. Zakaria e Komizi souberam dar apenas o nome na língua kulina: kathapare.
UntitledDetalhe do cipó utilizado na confecção do hihiti. Em língua kulina é chamado ‘hihiti madoni’ .
UntitledO olho do aricuri que será trabalhado para se tornar a haste que faz a corda vibrar.
UntitledKomizi produz mais uma flauta boborara
UntitledKubil mede o pedaço de taboca necessário para a confecção de totore e Komizi corta os pedaços necessário para a confecção do soprador de feitiço.
UntitledMulheres, crianças e adolescentes assistem com curiosidade os filmes produzidos pelos pesquisadores a respeito dos processos produtivos dos instrumentos musicais e as aparições ocorridas.
UntitledJoão Ikobo explica para os pesquisadores indígenas e outros curiosos que tipo de formigas vão realizar o trabalho de limpeza do casco do jabuti.
UntitledJoão Ikobo pendura o casco de jabuti em uma árvore perto de casa para que as formigas hani acabem o trabalho que as formigas mapo não terminaram nos dois dias em que o casco ficou no mato.
UntitledPesquisadores indígenas se encontram na porta da casa de Komizi para seguir até a casa de Kubil onde ele confeccionará as flautas totore.
UntitledDe repente mulheres aparecem fazendo o ritual dosse´e, mandando os homens irem em uma pescaria coletiva.
UntitledNadina responde tocando a flauta totore.
UntitledNadina confecciona um hepiri com um formato especial para que se possa embalar e carregar os instrumentos adquiridos para o Museu do Índio.
UntitledO restante da peça de breu descança perto do fogo enquanto João Ikobo coloca o breu na abertura do casco de jabuti.
UntitledJoão Ikobo aponta a direção por onde irá para buscar o zumi, isto é, a taboca fina, utilizada para fabricação das flautinhas que compõem o instrumento. Ele explica que tem delas bem perto de sua casa, no mato.
UntitledJoão Ikobo busca o zumi no mato, perto de sua casa.
UntitledJoão Ikobo passa a corda no oco do casco de jabuti. Esta corda é que conectará as partes do instrumento: o casco que vibra quando o dedo fricciona o breu e as flautas que acompanham a sonoridade do casco.
UntitledCasco pronto com as cordas que o conectam às flautas.
UntitledJoão Ikobo toca o instrumento, friccionando os dedos no breu, produz um som amplificado pelo casco de jabuti (quanto maior o casco maior amplificação, tenta explicar o artesão), e soprando as flautas em sincronia com o som da fricção.
UntitledNomiha com pintura facial e enfeite de cabeça feito de palha verde.
UntitledNomiha cava a parede da cacimba já esgotada buscando a argila boa para fazer cerâmica. Naiza olha a cena de dentro da cacimba.
UntitledKaina e Marina amassam argila para cerâmica dentro de cacimba.
UntitledDetalhe de mãos de Nomiha amassando argila para cerâmica.
UntitledMulheres e crianças assistem a busca por argila para cerâmica.
UntitledMolde de máscara de Hokhi, antigo índio bravo, feito por Nomiha, descança na bacia.
UntitledNaiza amassa seu pedaço de argila de cor amarelo-avermelhada.
UntitledKelsi moldando o seu prato de argila (com duas cores).
UntitledWemo acrescentando o rolinho de argila em sua peça.
UntitledÚltimos acabamentos no molde da buzina de Wemo.
UntitledMarina molda uma buzina.
UntitledPequeno vaso moldado que deverá secar para ser queimado.
UntitledBenjamim Kulina, Raimundo Kulina e Felipe Agostini Cerqueira sentam na areia da praia do Leme. Os indígenas estão vendo o mar, weni imeni, pela primeira vez.
UntitledBenjamim Kulina pousa para foto junto à estátua de indígena dominando um jaguar. Esta foto foi tirada durante visita da equipe kulina ao Palácio do Catete.
UntitledRaimundo Kulina pousa para foto junto à estátua de indígena dominando um jaguar. Esta foto foi tirada durante visita da equipe kulina ao Palácio do Catete.
UntitledHomens e meninos de Buaçu com rostos pintados de urucum, violeta gensiana e jenipapo. Todos usam os tradicionais chapéus feitos do miolo do murmuru. Eles estão preparados para o Kokotsi, um ritual em que os participantes trocam chibatadas. Há muitos anos os Kulina não realizam mais este ritual, pois as pessoas saíam muito machucadas e os jovens não estavam mais aguentando, segundo os Kulina. Às vezes eles brincam de fazer o Kokotsi, utilizando o miolo da bananeira como chicote, que, apesar de ser dolorido, é bem menos do que o tradicional chicote de couro de anta.
UntitledNa praia, à margem direita do rio Purus, na altura de Manoel Urbano, as famílias kulina acampam, permanecendo às vezes por muitos dias. Eles levam um rancho para se alimentar durante o tempo em que permanecem acampados na praia da cidade. Cachos de bananas, macaxeira são levados nas canoas em shapotos grandes. Também é levado carvão
UntitledChiquinha, de Buaçu, e sua filha Raho, chegam do roçado carregadas de produtos. Chiquinha leva pendurado na testa um shapoto repleto de bananas (bare). Raho leva, também pendurado na testa, um tsahe repleto de macaxeia, nas mãos um terçado e ainda algumas canas de açucar (mahonana). É uma cena muito comum na aldeia, mães e filhas já casadas chegarem do roçado de uma delas carregadas de produtos.
UntitledKaira, moça de Buaçu, descansa em uma rede na varanda da tia, aguardando o momento de ir para o roçado com a avó. No solo, abaixo de sua rede, está o tsahe que ela levará para trazer os produtos do roçado para a aldeia. A alça do tsahe é feita de corda vermelha.
UntitledMenina da aldeia Ipiranga Velha com o rosto pintado para brincar um Ahie´e em sua aldeia. Ela usa um colar de miçangas muito comum entre as mulheres e meninas. Várias voltas de miçangas de uma mesma cor, amarradas em ponto um pouco abaixo do queixo no pescoço.
UntitledRaimundo, de Buaçu, carrega pendurado na testa o tsahe cheio de produtos do roçado (banana e macaxeira). A sua frente vem sua esposa, Terezinha, com o terçado e pedaços de cana colhidas.
UntitledFamília da aldeia Maloca em acampamento de caça às margens do rio Chandless. As mulheres preparam uma refeição em uma fogueira na porta do tapiri. Elas utilizam o kakade (abano) para acender o fogo.
UntitledSikima, o senhor mais idoso da aldeia Buaçu, passa boa parte dos dias deitados em uma powi bem velha na varanda de sua casa. É muito comum encontrarmos nas varandas das casas, powi velhas enroladas nos caibros para o dono da casa ou um visitante aproveitá-las para um descanso breve. Elas também, neste caso powi mais novas, são utiizadas para dormir à noite. Os fios grossos de algodão fiados pelas mulheres kulina deixam a powi muito macia e confortável.
UntitledHe´ihe´i (buzina de rabo de tatu) deixado na porta da casa de Zakade, aldeia Santa Júlia.
UntitledMenino prepara um estilingue antes de sair com o pai para uma pescaria. Um cesto shapoto, pequeno está de cabeça para baixo perto do menino. Ele será usado pelo menino para trazer os peixes pescados para a casa.
UntitledCriança usa máscara feita de folhas secas de bananeira para brincar durante um Doshe´e (ritual de pescaria coletiva) na aldeia Santa Júlia.
UntitledCesto shapoto abandonado embaixo da casa se transforma em galinheiro. A mãe se alimenta com as filhas em sua casa. Abaixo, no solo, as galinhas usam o shapoto velho abandonado como ninho.
UntitledArnaldo Kulina pousa para foto ao lado de foto de menino Ashaninka com cachimbo na boca na porta da exposição ashaninka.
UntitledArnaldo Kulina experimenta o tradicional adereço ashaninka do tipo bandoleira. Ele é bem diferente dos adas kulina. É bem maior, com várias voltas grandes de contas vermelhas, feitas de sementes e adornado com penas coloridas de pássaros. As voltas de contas vão do ombro até a altura do joelho.
UntitledBenjamim se encaixa em um dos chapéus em exposição no espaço para tirar uma foto. Ele carrega consigo a filmadora.
UntitledRoberto apresenta a Benjamim Kulina, Arnaldo Kulina e Raimundo Kulina a um filme produzido no âmbito do projeto de documentação de línguas e culturas indígenas na sala de edição de vídeo
UntitledRaimundo Kulina, Arnaldo Kulina e Benjamim Kulina vão pela primeira vez assistir a um filme no cinema.
UntitledBenjamim Kulina, Raimundo Kulina e Arnaldo Kulina (da esquerda para a direita) estão a caminhodo Museu do Índio. Benjamim vai filmando a cidade durante o percurso, enquanto Arnaldo carrega os equipamentos. Os três vão bem vestidos e ornamentados com colares e testeiras para o início dos trabalhos.
Benjamim está ornamentado com testeira de miçangas, dois colares também de miçangas do tipo gargantilha e um relógio. Os colares têm pingentes, um com figura de beija-flor e outro de bonequinha. A testeira é adornada com motivos coloridos da jibóia (boriamakha hanon).
Raimundo está ornamentado com testeira, colar e pulseira de miçangas. A testeira é adornada com motivos coloridos da jararaca (ziki mekhene hanon). O colar é adornado com motivos coloridos de cobra do mato chamada na língua kulina ‘zero makhani hanoni’ (não foi possível identificar o nome em português). A pulseira é adornada com duas figuras de araras.
Arnaldo veste uma testeira de algodão.
Benjamim Kulina, com chapéu de miçanga com motivos de jibóia (boria makha hanon), soprando hohori de cerâmica (da etnia Tukano) pintado com bonitos motivos não reconhecidos.
UntitledBenjamim Kulina filma Raimundo Kulina, que vê peças de cerâmica guajajaras. Atrás dele, estão os vasos de cerâmica vermelhos do Xingu.
Benjamim está ornamentado com testeira de miçangas, dois colares também de miçangas do tipo gargantilha e um relógio. Os colares têm pingentes, um com figura de beija-flor e outro de bonequinha. A testeira é adornada com motivos coloridos da jibóia (boriamakha hanon).
Raimundo está ornamentado com testeira, colar e pulseira de miçangas. A testeira é adornada com motivos coloridos da jararaca (ziki mekhene hanon). O colar é adornado com motivos coloridos de cobra do mato chamada na língua kulina zero makhani hanoni (não foi possível identificar o nome em português). O motivo principal dos desenhos do colar são padrões kaxinawá, segundo os Kuliina. A pulseira é adornada com duas figuras de araras (waha).
Raimundo toma conhecimento da única peça de cerâmica kulina já inserida na Reserva Técnica. Trata-se de um hohori oriundo do alto purus, trazido para o acervo na década de 1970 pelo pesquisador Schwade.
UntitledRaimundo Kulina colocando o cocar em sua cabeça. Outros cocares (tezeme) nas estantes da reserva técnica do Museu do Índio. As penas do cocar são de araras. (foto selecionada e descrita pelos pesquisadores kulina: Raimodo tezeme tatikaí ttalínaralí. Tezeme wanalí rali.
UntitledMaria José e equipe de museologia pousam para foto na frente do Museu do Índio com Arnaldo Kulina, Raimundo Kulina, Benjamim Kulina e Hinawi (Felipe Agostini) depois da visita às reservas técnicas. Benjamim segura a câmera de vídeo.
UntitledBenjamim gravando as explicações de Raimundo e Arnaldo Kulina sobre as peças kulina enquanto Fabiana anota as informações no caderno.
UntitledOs indígenas explicam que o keruri bedeni é utilizado para guardar ‘bombom’, que é o modo como os amazônicos em geral chamam às balas de chupar. O keruri é feito com uma espécie de capim amazônico chamado em língua kulina também de ‘keruri’. Ele é confeccionado pelas mulheres e apresenta muita delicadeza e em geral é adornado com padrões diversos.
UntitledHohori de taboca.Atualmente, nas festas, é utilizado um hohori feito inteiramente de taboca (zumi na língua kulina). A caixa acústica, que antes era feita pelo vaso de cerâmica, atualmente é feita com um pedaço de taboca mais grosso. Estes hohori são em geral pintados com diversos padrões encontrados em animais, assim como os hohori de cerâmica.
UntitledTotore: a flauta totore é muito utilizada durante todo tipo de festas e rituais: nos mariris, nos rituais Koiza e nos Doshe´e. Ela é confeccionada a partir dos gomos mais finos da taboca (zumi). Os maiores especialistas na confecção e execução destas flautas eram, antigamente, os jovens, mulheres e homens. Durante as festas, explicam os indígenas, meninos e meninas utilizavam-se das flautas totore para convidar os parceiros sexuais para encontros na mata. Os Kulina lamentam que os jovens atualmente não saibam mais confeccionar ou executar estas flautas, empobrecendo o universo sonoro das aldeias(foto selecionada e descrita pelos pesquisadores kulina: Arnaldo totoleza. Tole tole narali sapel wepe bananí).
UntitledBenjamim Kulina registra com a filmadora a qualificação do acervo Kulina no Museu do Índio (foto selecionada e descrita pelos pesquisadores indígenas: Bejami fílmi za Fílma de toraralí. Mattoza sowiko pama naralo).
UntitledBenjamim Kulina tenta aprender com Raimundo o modo como se toca o Hihiti. (foto selecionada e descrita pelos pesquisadores indígenas: Benjami rírítíza rítíritínaralí. Mattoza sowi ko pamo e aníní).
UntitledAdas: Raimundo mostra como os adas, adornos de braço, são vestidos. As peças de algodão são confeccionadas pelas mulheres e este adereço é utilizado sobretudo pelos homens em momentos festivos. Esta peça é colocada no antebraço e depois os fios de algodão que escapam da braçadeira são enrolados sobre o peito e as costas. Esta peça foi confeccionada por Kuma´a, da aldeia Ipiranga Velha, na Terra Indígena Alto Purus, AC.
UntitledArnaldo e Raimundo buscam identificar os padrões de grafismo reproduzidos nas peças de miçanga. Além dos padrões encontrados nas peles de animais, os Kulina identificam alguns grafismos como sendo padrões kaxinawá, etnia que divide a sua terra indígena (foto selecionada e descrita pelos pesquisadores kulina: Arnaldo Raimodo sapel sowiko bananí. Karínaralí. Sapel sanai karí naralí).
UntitledA museóloga Andrea mostra uma máscara xinguana de palha do acervo do Museu do Índio para que os Kulina possam explicar para ela como é a máscara koama. Eles comparam o material, as técnicas de criação e a forma da máscara (foto selecionada e descrita pelos pesquisadores indígenas: Adlea raimodo hinawi. No wei kanaralí raimodo za).
UntitledImagens da qualificação das cerâmicas matis, na reserva de cerâmicas do Museu do Índio/RJ, na primeira parte da visita ao acervo. Reconhecimento da única máscara de mariwin presente na instituição pelos participantes, artefato que está incompleto.
UntitledImagem das bonequinhas karajá, que chamaram a atenção dos jovens matis durante a visita ao arcevo museológico.
UntitledQualificação do tenke, carcás, peça essencial da cultura diária e simbólica dos Matis. Junto a ele está a panelinha usada para guardar o veneno curare, utilizado nos dardos da zarabatana. Binin Bëchu explica a Celso Maldos para que é utilizado o maxilar de macaco preso na estrutura de bambu do tenke. Esse serve para alocar o barro utilizado para a sustentação e equilíbrio dos dardos quando assoprados. A técnica de utilização de bolinhas de barro nos dardos da zarabatana é uma técnica de caça própria dos Matis.
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