Preparada originalmente para uma coleção do quinto centenário (Biblioteca Ayacucho), esta seleção de textos abrange relatos de viajantes, correspondência de missionários, legislação e informes administrativos, com uma certa ênfase na temática indígena. Os extratos documentais são intercalados com comentários explicativos dos organizadores
RIBEIRO, Darcy (1922-1997)O presente livro tem como objetivo explicar a expansão do sistema econômico de mercado e suas consequências para uma população em especial: o povo indígena Waimiri-Atroari
Mello, Rodrigo Piquet Saboia dePretende analisar o tema da cooperação internacional para o desenvolvimento a partir das ditas políticas de cooperação técnica de um órgão de administração pública alemã
VALENTE, Renata CurcioQuarto volume de uma série de obras dedicadas à investigação do imaginário colonial, este livro tem como foco central as imagens - pensadas como instrumentos fundamentais de dominação. A guerra das imagens - no palco do México colonial - eclode no século XV, com a chegada de Colombo, e se estende pelos séculos seguintes, mobilizando diversos atores - europeus, índios, mestiços, entre outros - e distintas estratégias de domínio. Uma profusão de imagens chega ao México com os primeiros europeus, na tentativa de impor uma nova ordem visual e de monopolizar a representação do sagrado. É nesse momento de difusão do catolicismo e de ascensão da autoridade espiscopal que se desenvolve um grande conjunto de imagens barrocas - imagens religiosas convencionais, mas que incorporam elementos de devoção popular. Além de examinar os códigos visuais impostos pelos colonizadores e a recepção das imagens cristãs por índios e mestiços, a análise reflete sobre as reverberações da imagística colonial na guerra de Independência, no México pós-revolucionário - representado pelo muralismo pictórico - e, modernamente, na expansão da televisão comercial mexicana
GRUZINSKI, SergeA expansão da fronteira colonial na América portuguesa no século XVII criou zonas de conflito com as populações autóctones. No norte do Estado do Brasil a zona da pecuária no sertão tornou-se ponto de convergência dos conflitos resultantes da expansão colonial, especialmente entre os colonos luso-portugueses e os povos indígenas. A Guerra do Bárbaros, como ficou conhecida a série de conflitos que ocorreu entre 1651 e 1704, é minuciosamente analisada por Pedro Puntoni nesse estudo de fôlego, acompanhado de mapas e ilustrações. O autor refuta as interpretações que vêem nessa Guerra uma espécie de confederação unificada, mostrando seu caráter fragmentário, e destacando os papéis dos diferentes agentes em jogo: soldados, missionários, agentes da Coroa Portuguesa e índios de nações diversas. Mostra também os conflitos entre estes últimos, denominados de Bárbaros pelos colonizadores na época, e as disputas que mantinham entre si
PUNTONI, PedroA Confederação dos Tamoios, como ficou conhecido o movimento contra a dominação do colonizador português, iniciado pelos índios tupinambás, é considerada o primeiro levante popular brasileiro em nome da liberdade. O livro de Aylton Quintiliano registra esse momento histórico, ao relatar em detalhes a revolta que começava a moldar a mistura racial e social do povo brasileiro. Os insurgentes, que ficaram conhecidos como tamoios –os mais velhos, os donos da terra – ganham o destaque merecido, ao lado de figuras como Estácio de Sá, Villegagnon e Anchieta, em um momento no qual o Rio de Janeiro ainda não existia oficialmente como cidade
QUINTILIANO, AyltonA guerra dos tamoios é, antes de tudo, a história de um grupo de heróis. Negligenciados pelos livros e obscurecidos por nomes como os de Estácio de Sá e Villegagnon, os tamoios são exemplos de união em defesa da terra e de seus direitos; É também um registro do Rio de Janeiro antes da fundação da cidade de São Sebastião, seus tipos, suas práticas econômicas, sua vida social e política e do espírito de independência e amor à liberdade que permanece até hoje na alma carioca
QUINTILIANO, AyltonAo longo do século XVI os colonizadores europeus se horrorizaram com um fenômeno religioso entre os tupis, a que chamaram santidade. Nela, em meio a danças, transes, cânticos e À fumaça inebriante do tabaco, os índios renovavam a peregrinação À Terra sem Mal - lugar mítico da felicidade eterna que buscavam no mundo terreno. Vasculhando documentação inquisitorial inédita sobre o culto indígena na fazenda de Jaguaripe (Bahia), Ronaldo Vainfas descobre na santidade uma idolatria insurgente, culturalmente híbrida, que ao mesmo tempo negava e incorporava valores da dominação colonial. Por meio de um texto apaixonado e instigante, o autor lança luz sobre uma nova e reveladora faceta da conquista da América portuguesa
VAINFAS, RonaldoReconstitui a história dos Kaingang da Bacia do Rio Tibagi. Detecta as estratégias, formas e conteúdos das relaçOes estabelecidas entre as sociedades indígenas e os colonizados
TOMMASINO, KimiyeEscrito pelo artista plástico e pesquisador de nossa história, Milton Luz, esse livro reveste-se da maior importância. Não só pela reprodução de nossa heráldica, mas também pelas explicações e comentários didáticos do autor. Ele assinala na introdução: "Cabe, pois, a todos nós, cidadãos brasileiros, o dever de cultuar e preservar nossas insígnias, conhecer-lhes as origens e seus significados
LUZ, MiltonPensadores contemporâneos da História, provenientes de distintas tradições nacionais e simpatias teóricas, refletem acerca do conceito de historiografia e analisam a epistemologia da história
MALERBA, Jurandir (org)Livro contendo capítulo realizado pela pesquisadora do Centro Ikuiapa-Cuiabá/Museu do Índio Anna Maria Ribeiro F.M.Costa chamado "Boca livre no sararé: invasão garimpeira em território Nambiquara"
Santos, Julio CésarDescreve a história e as vicissitudes de uma missão na AmazOnia, que teve, em muitos casos, momentos de grande heroísmo
MARTINELLO, PedroO livro trata do movimento conhecido como eugenia, palavra inventada pelo cientista britânico Francis Galton em 1883 para representar as possíveis aplicações sociais do conhecimento da hereditariedade para obter-se uma desejada "melhor reprodução". Ao se debruçar sobre o movimento eugênico latino-americano entre 1910 e 1940, a autora desfaz mitos historiográficos, como a sua irrelevância frente ao movimento eugênico internacional e sua automática identificação com a eugenia nazista. Na experiência latina, a demanda por "regeneração nacional" e "aprimoramento racial" não gerou políticas de esterilização dos ditos "inaptos e inferiores", mas buscou caminhos originais e perversos para "civilizar" a América Latina e suas populações
STEPAN, Nancy LeysEngleton toma como base sua insatisfação quanto ao significado antropológico amplo e com o sentido estético rígido da cultura, e busca algo que a diferencie de outros conceitos fundamentais da Sociologia, por considerar em jogo o uso do conteúdo da alta cultura. Busca as transformações históricas pelas quais o termo passou e seus usos contemporâneos. Ao mergulhar na crise moderna da idéia de cultura, aborda os choques culturais, a dialética da natureza e da cultura, dialogando com Marx, Nietzsche e Freud, e aprofunda a visão com relação à homogeneização da cultura de massas, a função da cultura na estruturação do Estado-Nação e a construção de identidades e sistemas doutrinários
EAGLETON, TerryAnalisa os conceitos e práticas sociais ligados à doenças não-naturais reconhecidas pela população de Itapuá, que se localiza no município de vigia, no estado do Pará
MAUÉS, Raymundo HeraldoO livro apresenta a produção imagética da chamada Comissão Rondon, analisando-a como uma construção da imagem ''oficial'' do índio e formando uma etnografia visual sustentada em uma tríade sígnica na concepção de uma imagem-conceito do índio. Imagem-conceito que superpõe a idéia do índio como selvagem, pacificado e civilizado, do início ao fim dos trabalhos do cineasta e fotógrafo Major Thomaz Reis e estendem-se, após a sua morte, na publicação feita por Cândido Mariano da Silva Rondon de séries fotogramáticas da relação que se estabeleceu entre eles
TACCA, Fernando Cury deEstudo do acervo de imagens do Museu das MissOes de São Miguel, RS, a dissertação faz uma reflexão sobre a “mestiçagem cultural” que estes objetos sugerem. A dissertação traz a reprodução fotográficas de uma parte do acervo
BOFF, ClaudeteArtigo da apresentação oral do XVI Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação - ENANCIB no GT9 - Museu, Patrimônio e Informação
Mello, Rodrigo Piquet Saboia deArtigo de Rodrigo Piquet Saboia de Mello que analisa a ação do Estado brasileiro em relação aos povos indígenas a partir dos documentos que formaram o Serviço de Proteção aos Índios - SPI
Mello, Rodrigo Piquet Saboia deEste trabalho, realizado a partir de uma experiência de campo no grupo indígena Potyguara no Estado da Paraíba, procura entender o modo como os índios concebem as distinçOes internas (entre geraçOes) e externas (em relação ao "outro") e como entendem o contato. Em outras palavras, o objetivo é compreender a organização social dos Potyguara e o modo nativo de construir relaçOes com o "outro"
VIEIRA, José GlebsonEste livro reúne, numa edição muito bem cuidada, nove estudos e uma entrevista do etnólogo. O texto de maior interesse para a discussão em torno da história dos índios é "O Mármore e a Murta", uma releitura da documentação quinhentista informada por um saber etnológico apurado. Outros ensaios também abordam aspectos críticos dos rumos atuais da etnologia sul-americana, os quais abrangem problemas de arqueologia e história indígena
CASTRO, Eduardo Viveiros deA partir do marco teórico do materialismo histórico, esta dissertação busca analisar a “integração do espaço oriental missioneiro na economia sul-rio-grandense” durante as primeiras décadas do século XIX. A pesquisa inclui uma documentação manuscrita de arquivos gaúchos, com informaçOes relevantes sobre a ocupação territorial e sobre o trabalho indígena na economia regional. Os anexos trazem informaçOes demográficas
MENZ, MaximilianoRealiza um estudo sobre o contato entre índios e brancos no Paraná
HELM, Cecília Maria Vieira