Boa cena de Odecir Tejapoc canta Cantiga de Wythy. Leonardo Pires Rosse registra o áudio.
Coletivo KrahôSulivan Catàmjàt Krahô recebe de sua mãe ( Hõnxê) vários presentes com os quais é adornado.
Coletivo KrahôGrito Catamjê (partido inverno) por João Duruteu Xàj Krahô, da Aldeia Pé de Coco – indo para a corrida de Hotre (torinha pequena da palmeirinha conhecida regionalmente de Pati do cerrado).
Coletivo KrahôCrianças brincando com as petecas – ahkrajre apu põhyhpry japi
Coletivo KrahôAndorinho Cakrô Krahô que é o Ihtyctyjre (mensageiro) Wacmejê, é autorizado e respeitado para ir até os Catamjê – novas lideranças – e trazer as ordens para seu grupo. Andorinho Cakrô Krahô fazendo chamado, para a corrida de Hotre (torinha) acompanhado do pesquisador Leo Pires Rosse que registra o áudio. Grito Wacmjê – Hii, Xwyy. “Corrida de Hotre é Icrer (cantor) ou Ihtyctyjre que vai levando levando Catmjê para Wacmejê”.
A torinha Hotre que pertence ao ritual Pohy jõ Crow é feita de um pedaço da palmeirinha nativa do cerrado conhecida regionalmente como “pati” e na língua wôôre pàr. Segundo os Krahô seu palmito é um importante energético utilizado em algumas dietas para o preparo de corredores e guerreiros.
Para os Krahô todas as palmeiras do cerrado estão ligadas à metade, como por exemplo o Buriti (Crow pàr); o Inajá (awar pàr); a Buritirana (Crowaràre pàr); Tucum de Porco ( Rorti pàr); Piaçava (Ropjre pàr); Tucum ou Côco Rasteiro (Ronre pàr); Bacaba (Capêr pàr); Côco Cunha (Cakônti pàr); Côco da Cutia (Crexãre pàr); Palmito (Hotre pàr); Pati (Wôôre pàr)
Chegada do Hotre (torinha) com o jovem Danilo Atwyr Krahô ao pátio ganhando a corrida.
Coletivo KrahôContinuação cena anterior. Càámã cator xà. Chegada do jovem Luiz Cupakã da Aldeia Pé de Coco ao pátio trazendo a segunda torinha de milho – Hotre.
Coletivo KrahôOutros ângulos da fila = Sucuri (Rohti) indo lentamente ao pátio central (Cà). Andorinho Cakrô Krahô - Acompanhador da Sucuri (Rohti to Cator catê pê quêt, wacmejê to Cator Catê). Gilson Hikjêhtyc na fila.
Coletivo KrahôGrupo de homens; cortando a vaca para dividir a carne.
Coletivo KrahôEmbaixo das mangueiras, grupo de homens sentados, alguns preparam adereços com fibras. Leonardo Pires Rosse e Veronica Aldé, pesquisadores Prodocson aparecem na cena; Zé Miguel da Aldeia Pedra Branca canta segurando o Kopó (bastão ritual). Dia de reuniões e encerramento de atividades.
Coletivo KrahôMulheres no rio
Coletivo KrahôAdultos dividindo frutos do cerrado (não identificado) com as crianças.
Coletivo KrahôCortando a carne da vaca sobre folhas de babaçu.
Coletivo KrahôComunidade sob as árvores espera pela divisão dos alimentos.
Coletivo KrahôSr.ªPerolina sentada no chão descasca um lote de mandiocas com um facão enorme; vai colocando as mandiocas no cofo trançado de buriti. Trechos bons.
Coletivo KrahôSr.ªPerolina sentada no chão descasca um lote de mandiocas com um facão enorme; vai colocando as mandiocas no cofo trançado de buriti. Trechos bons.
Coletivo KrahôSr.ªPerolina sentada no chão descasca um lote de mandiocas com um facão enorme; vai colocando as mandiocas no cofo trançado de buriti. Trechos ótimos com detalhes e bons cortes.
Coletivo KrahôGrupo de “artistas” preparando para tirar foto.
Coletivo KrahôO pesquisador e cacique da Aldeia Manoel Alves Dodanin Piiken Krahô discursa sobre as dificuldades enfrentadas para cursar e se formar na universidade (parte em língua nativa e parte em português).
Coletivo KrahôFala da pesquisadora Ana Gabriela Morin (Prodocult).
Coletivo KrahôDuas mulheres pintando dois homens com jenipapo (prôtti). A mais velha se chama Dª.Iracy Wapyr é da Aldeia Rio Vermelho. A mais nova Mª Claudina Romkwyj e é da Aldeia Cachoeira. O primeiro homem se chama Pedrinho Hampà Krahô, e o segundo, José Lindo Xêpým Krahô.
Coletivo KrahôIndo para o cemitério = kre
Coletivo KrahôJoão Duruteu Txai, caminhando cerrado adentro.
Coletivo KrahôGrupo de mulheres (pyjê), mocinhas, mães com bebes de colo e senhoras anciãs cantam Cantiga da Noite (Aw caprat crer) o Canto da Lagartixa - acompanhadas pelo cantor de maracá (Cotojcrer) - Carlito Intohôc Krahô da Aldeia Bacuri; no fim da na cena duas cantoras (Hocrepôj ) experientes aparecem mais em primeiro plano deixando claras duas vozes do coral. A mais anciã do duo profissional é Iraci Wapyr Krahô.
Coletivo KrahôGrupo de mulheres (pyjê), cantam Cantiga da Noite (Aw caprat crer). Cena escura porém interessante; luz no cantor e seu maracá.
Coletivo KrahôCena bastante escura; cantiga de maracá com grupo feminino; apenas silhuetas aparecem no escuro da noite.
Coletivo KrahôNo pátio (cá) o cantor Antônio Estrela Caxêt da Aldeia Cachoeira canta com maracá e coro feminino – imagem boa; curta;
Coletivo KrahôNo pátio (cá) o cantor Antônio Estrela da Aldeia Cachoeira canta com maracá e coro feminino – close nas meninas;
Coletivo KrahôCantiga de kricapé pelo cantor Andorinha Cakrô da Aldeia Cachoeira. Pintado de urucum e jenipapo canta solo cantiga executada à tarde no kricapé (via circular que contorna a aldeia). Durante o caminho recebe água na cabaça de uma parente próxima. Canto executado sem maracá. Na mão ele segura um pequeno gravador digital. Em sua cintura está amarrado o Txy = cinto feito de muitas “cabecinhas” de cabaça cortada que se chocam uma as outras percutindo e fazendo um som característico.
Coletivo KrahôDepoimento do Sr.Odilio Krahô, cacique da Aldeia Cachoeira sobre a festa Amjkin Cacot. Explicação em português e na língua Krahô; ao fundo Zé Miguel Kõc (Aldeia Pedra Branca) canta segurando o Copó (bastão ritual) para incentivar os artesãos e animar a comunidade;
Cena de três anciãos (mekore) iniciando a confecção dos cacot (flechas com pontas de palha de milho amarrada com embira de buriti) e petecas. Utilizam palhas de milho (pohy) seco e folhas secas de buriti (crow) de onde retiram a embira.
Não é em qualquer lugar que se fazem as petecas e os cacot (flechas com ponta de peteca) de milho; tem que ser na casa do rapaz homenageado no Pohy jõ Crow e Pohypre, essa ligação a esses rituais se dá através do nome pessoal.
Nessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
Coletivo KrahôNessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
Coletivo KrahôNessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
Coletivo KrahôNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
Coletivo KrahôNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
Coletivo KrahôNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
Coletivo KrahôNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
Coletivo KrahôNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
Coletivo KrahôNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
Coletivo KrahôNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
Coletivo KrahôO cantor de maracá (Cotojcrer) Antônio Cahxêt, da Aldeia Cachoeira, apresenta uma cantiga que conta do ratinho (amxôre) e do calanguinho (ajpryre) da Chapada;
Essa Cantiga é executada ao amanhecer, geralmente entre 5h e 6h da manhã.
O acompanham as cantoras (hokrepôj) Côhcahac e Terehkwyj.
Cantor da Aldeia Bacuri, Carlito Pànrã Krahô acompanhado das cantoras (hokrepô) Côhcahac e Terehkwyj executa a cantiga de maracá (cotojcrer).
Cantiga do veado mateiro (jãxy), que não anda na Chapada não, gosta de andar no mato; a cantiga segue contando sobre o pé de babaçu (rõrtipàr). Sobre o jaó-do-mato (capure); sobre a moça linda (me cupry impej); sobre a arara bonita (pànre); sobre a rapozinha (xore) e finaliza sobre o filhotinho do veado (pokrare).
Ambrósio Cupêhkaj Krahô, cantor (increr) da Aldeia Cachoeira canta a Cantiga do Canarinho usando o maracá (cotoj) e com o Xÿ (cinto) amarrado na cintura.
Levada mais lenta.
Acompanhado das cantoras (hokrepôj) Côhcahac e Terehkwyj executa a cantiga de maracá (cotojcrer)
Ambrósio Cupehkaj Krahô, cantor (increr) da Aldeia Cachoeira canta a Cantiga do Canarinho usando o cotoj (maracá) e com o Xy (cinto) amarrado na cintura. Levada mais acelerada.
Acompanhado das cantoras (hokrepô) Côhcahac e Terehkwyj executa a cantiga de maracá (cotojcrer) que fala sobre passarinhos do mato; sobre morcego (xêpre); sobre a anta pretinha (cukryt).
Com passos, pulos e danças. Hunte explica que “a dança, o jeito de pular e seguir o ritmo do maracá (cotoj) agrupa toda a experiência do próprio povo”.
Dança da moçada (mêntuw jõkrun xà); existe um movimento de dois pares de cantores, dois kahaeré e dois homré em volta do pátio disputam na cantoria. O cantor inicia e a cantora tem que responder, se não fizer bem, pode ser conquistada por ele.
Cena de fora da casa onde está acontecendo o velório do Sr.Domingo Caxêt Krahô. Alguns homens sentados voltados para dentro da casa acompanham o movimento.
Os mestres cantores o cacique da Aldeia Cachoeira, Sr.Odilio Pêha Krahô, Sr.Odecir Tejapôc Krahô, da Aldeia Pé-de-Côco e Abílio Côhcawe Krahô.
mantém o canto continuo, assim como a “dança”.
São executados duas músicas do Amjekin Pepcahàc (Iniciação de crianças e jovens) com formas diferentes:
1ª - Cahtyti
2ª - Harapêre
Fala do Sr.Odilio Pêha Krahô, cacique da Aldeia Cachoeira, sobre o Amekin Cahtyti, ritual que engloba o Pepcahàc do qual, o Sr.Domingo Caxêt, o falecido, participou quando era jovem.
Coletivo KrahôCemitério = kre
Homem cavando cova. Tem a pessoa certa para essa função. O genro do falecido com ajuda de toda a sua família cuida dessa parte que inclui: pegar pau no mato, pegar e colocar folhas de palmeira bacaba sobre a cova.
Boa cena da noite mantendo a imagem focada do cantor de maracá (Cotojcrer) - Carlito Intohôc Krahô da Aldeia Bacuri no pátio.
Coletivo KrahôJosé Cadete Jóhê Krahô o Hôkehcate “chamador” no meio do pátio central (cá) faz o chamado – cena muito curta
Coletivo KrahôJosé Cadete Jóhê Krahô, convoca os parentes do Cantor (Increr) que está com o maracá (cotoj); estimula para as mulheres se animarem; chamando para as mulheres (caháj) virem cantar: Hõkjêr cate e Capêr jõxwýn.
Em seu chamado, Zé Cadete Jóhê Krahô pede para virem prestigiar o cantador (increr) Carlito Pànnã Krahô da Aldeia Bacuri que está com o maracá (cotoj) no pátio central (cá). Convoca os parentes dele para participar. Anima constantemente as mulheres cantoras durante o ritual (Amjekin).
As cantoras profissionais, usam os adereços rituais de uso só das cantoras (Hokrepoj), são eles:
- Kratre (cuínha) – enfeite usado pelas jovens associadas aos rituais de iniciação masculina (LADEIRA, 2012)
- Kôjker - apito/pente que fica pendurado na cantora amarrado com uma trança especial, atualmente enfeitado com medalinhas; antigamente penduravam unha de veado nas pontas da trança. O Kôjker, ajuda a abrir mais a voz, dar coragem para a mulher enfrentar o público.
- Hahi - “é uma tira larga tecida com algodão que possui um feixe em suas extremidades feito de diversos fios de algodão revestidos de miçangas e finalizado com pingentes também de algodão. No passado, no lugar de miçangas eram usadas as sementes de tiririca. É usada atravessada no peito e pintada com a tinta vermelha do urucum, que de tempos em tempos precisa ser renovada. Atualmente, o fio de algodão vem sendo substituído pela linha de crochê, devido à variedade de cores que esta apresenta, o que estimulou a criação de novos modelos mais coloridos, ainda que mantida a variedade nos padrões, iroc, da tecelagem. Emblema das boas cantadoras, não são todas as mulheres que podem usar um Kaxýtprẽp, ou hahῖ (como é comumente designado) no pátio. Algumas meninas, escolhidas pelo timbre de sua voz, depois de serem preparadas com infusões e ensinamentos para cantarem, recebem o Kaxýtprẽp de uma cantadora mais velha. Assim, as jovens cantadoras passam a ter a obrigação de serem as primeiras a chegar ao pátio quando o cantador pega o maracá, e devem permanecer cantando até o final.” (LADEIRA,2012)
Últimos segundos do soar do maracá, de imediato as meninas atentas à regência rítmica se olham e se dispersam todas juntas.
Coletivo KrahôCena com Sr.Odecir Tejapôc Krahô, da Aldeia Pé-de-Côco - considerado pelo povo Krahô um “Pat-re” = Mestre da Cultura, profundo entendedor da cultura - cantando a música de finalização do Cacot acompanhado do Sr.Odilio Pêha (cacique da Aldeia Cachoeira) único que possui o direito de juntar e carregar o feixe de flechas Cacot. É o Sr.Odilio Pêha também que escolhe para quem vai entregar o feixe de Cacot.
Contornando a via principal que dá acesso ás casas (Kriikapé) da aldeia (krin) e entrando nas vias menores (prÿcarã) que dão acesso ao pátio central (cà) até mais ou menos o meio Sr. Tejapoc canta e faz um gesto balançando um único cacot que leva na mão. No momento que em que o Sr.Tejapoc acenou mandou o espirito da ave dona do Cacot de volta para a natureza. “Durante todo a festa/ritual (amjekin) o espirito do passarinho ficou com a gente. Agora ele já pode voltar para a mata. Fica o povo lá.” Foi essa ave que ensinou aos Krahô o Cacot. Segundo Gregório Huhtê trata-se do “Kôtti” = Uru-Coroado, que possui ligação com o milho e sua calda se assemelha muito à duas flechas. O Kôtti também gosta de cantar ao amanhecer, horário em que é liberado da festa para retornar ao cerrado. Outros nos explicaram que o Dono do Cacot é a ave conhecida regionalmente por Bico de Brasa = Xororó (ave pretinha do bico alaranjado vivo)
Música especifica de finalização do Cacot. Somente o Sr.Tejapoc sabe cantar essa música que deve ser entoada em voz bem baixa. Andando em cada rua radial Tejapoc canta essa palavra e volta. Ninguém pode cantar, e nem falar alto. Ninguém pode cantar essa música em outra ocasião. Não é uma cantiga coletiva, e nem coral. É a única música especifica do Cacot.
Existem outras cantigas de cacot, mas entoadas fora desse ritual de cacot, geralmente no pátio com coro feminino e cantor de maracá.
Os que jogam/disputam com as flechas, não tem esse direito.
Depoimento do Sr.Jõhi “Mundico” falando com os anciãos Dovacir Xêpym Krahô e Divaldo Pepti Krahô. Fala na língua. Em baixo das mangueiras no circulo entre jovens e lideranças masculinas. Incentivando os anciãos a repassar suas inteligências na língua, pois são mais conhecedores de antigamente.
“Antigamente era um esquema muito diferente do de agora. Os jovens merecem aprender e o velhos não estão explicando”
Continuação da fala de Francisco Potyt em plano mais aberto onde aparecem vários jovens registrando em equipamentos variados a entrevista.
Coletivo KrahôNessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
Coletivo KrahôNessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
Coletivo KrahôNessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
Coletivo KrahôNessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
Coletivo KrahôNessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
Coletivo KrahôNessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
Coletivo KrahôNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
Coletivo KrahôNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
Coletivo KrahôNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
Coletivo KrahôNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
Coletivo KrahôNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
Coletivo KrahôCantor (increr) Domingos Kajré canta duas músicas acompanhado das duas cantoras (hokrepô) Côhcahac e Terehkwyj.
A primeira cantiga é sobre a arara azul (pànre) e o papagaio curico (Kãre), e a segunda sobre o Anú (paráre) ave que gosta de sair à noite.
As cantoras escolhidas para esses registros, são consideradas para o povo Krahô como “profissionais” e são convidadas por outras aldeias para participar de importantes Amjekins (festas/rituais). Já passaram pelas principais festas/rituais de iniciação de cantoras, tendo usado os adornos específicos de cantoras como o Hahi e o Kratre. Segundo Huntê, elas “tem aquele secura/vontade de cantar, cantam com som bonito...as meninas chegam cedo no pátio.”
Kaxýtprẽp ou Hahi
“Kaxýtprẽp é uma tira larga tecida com algodão que possui um feixe em suas extremidades feito de diversos ios de algodão revestidos de miçangas e inalizado com pingentes também de algodão. No passado, no lugar de miçangas eram usadas as sementes de tiririca. É usada atravessada no peito e pintada com a tinta vermelha do urucum, que de tempos em tempos precisa ser renovada. Atualmente, o io de algodão vem sendo substituído pela linha de crochê, devido à variedade de cores que esta apresenta, o que estimulou a criação de novos modelos mais coloridos, ainda que mantida a variedade nos padrões, iroc, da tecelagem. Emblema das boas cantadoras, não são todas as mulheres que podem usar um Kaxýtprẽp, ou hahῖ (como é comumente designado) no pátio. Algumas meninas, escolhidas pelo timbre de sua voz, depois de serem preparadas com infusões e ensinamentos para cantarem, recebem o Kaxýtprẽp de uma cantadora mais velha. Assim, as jovens cantadoras passam a ter a obrigação de serem as primeiras a chegar ao pátio quando o cantador pega o maracá, e devem permanecer cantando até o final.” (LADEIRA, 2012)
Cantor (icrer) da Aldeia Pedra Branca, Tomi Krahô acompanhado das cantoras (hokrepôj) Côhcahac e Terehkwyj canta com maracá (cotoj) e o com o corpo pintado de ururcum. Cantiga da Tarde, geralmente executada depois das 16h A cantiga conta sobre o pé-de-bacuri (cumxê); rolinha pintadinha (tutre); cotia (cukênre); peixe preto (teptyc). Francisco Potyt faz uma interferência com um chamado durante o inicio da cantiga.
Na cena muitas crianças observando os cantores; alguns jovens registrando com celulares; anciãos e professores acompanhando. Leonardo Pires Rosse (Museu do índio) gravando em áudio.
Áudio sobre aprendizagem musical / cena com crianças na roda.
José Cadete Jõhê, mandando Osmar Cuhkõ animar mais e as hõkrepoj cantar mais.
Osmar Cuhkõ , cantor (increr) da Aldeia Manoel Alves, canta Cantiga da Tarde, acompanhado pelas cantoras (hokrepôj) Côhcahac e Terehkwyj.
Sr.Divaldo Pêpti, ancião da Aldeia Cachoeira fala na língua nativa sobre seu gosto pela música em sua juventude. Trecho muito curto.
Coletivo KrahôSr.Getúlio Kruwakraj Krahô contando na língua sobre seu tempo de rapaz.
Coletivo KrahôAlunos jovens e adultos, na sala de aula com uma professora não índia da Escola Indígena Crôkroc (homenagem ao grande cacique Crôkroc falecido em 2013) na Aldeia Cachoeira, registram de forma escrita e desenhada as atividades realizadas durante o dia.
Coletivo KrahôCantiga do Xexéu = Pêhàre[ti]
Só canta à tarde = Pyt Kãm pit m~e to cre
Cantoras (Hõkrepôj):
Jogãn Krahô e Luzia Huhkô Krahô
Cantores (Increr):
Domingos Kaj Krahô
Carlito Pànrã Krahô
Ambrósio Cup~ehkaj Krahô
No kricape tem varias cantorias por exemplo quando finaliza-se a festa de Pempkahac ou a festa da Batata, ou Ketwajê.
Quem é artista quando chega depois da corrida vai procurar o Xy e colocar na cintura pra cantar “ do que ele aprendeu ele vai soltar, cantando”.
Quando não sabe mais passa para outro cantor que vai continuar na sequencia.
Comentários do Huntê sobre a matemática dos cantos do espaço da Aldeia (krin):
Os cantores tem que imaginar e medir a aldeia. Fazer um planejamento do espaço. Não pode levar muito tempo cantando a mesma cantiga/estrofe.
Quando você canta no pátio você tem que já colocar na linha certa. Música é planejada, se planeja oralmente e mentalmente.
Cena de cima da árvore filmando alguns mehin esperando a tora Pohy jo Crow. Os anciãos Getúlio e Tejapoc aparecem.
Coletivo KrahôAmê Kôt - descanso da comunidade no pátio.
Coletivo KrahôHomens de todas as idades caminhando para a casa Whyty levando os presentes recebidos pela cantora solista.
Coletivo KrahôImagem um pouco tremida; grupo de homens vai até a casa do menino Pohypre (“príncipe do milho”); chegando lá Osmar Cuhkõ canta música de Whyty.
Coletivo KrahôXaape Krahô tirando os tecidos (cupêxê) do corpo de Sulivan que fica apenas com o côfo (feito da folha do buriti) cheio de petecas. No pátio o espera também ornado de tecidos no dorso e cabeça Marcelo Purcux`y, esse também “príncipe do milho” – pohypre – que ajoelhado rebate para a comunidade as petecas enviadas por Sulivam.
Coletivo KrahôAndorinho (Arlindo) Cakrô canta – IHTYCTYJRE – música de levar sucuri (hoti) para o pátio - padrinho do inverno – partido Catamjê – chuvas; água.
Hohti to Cator Catê = acompanhador de sucuri
Claudete Terehkwyj Krahô e outras mulheres (pyjê) indo para uma casa
Coletivo KrahôJovens e crianças do sexo masculino chegando da corrida do Hotre (“torinha do milho”); um grupo de mulheres e crianças menores observa e depois se junta no caminho para o pátio. Dentre o grupo: Eliete Côhcahàc e Silvia Hõrõt Krahô.
Coletivo KrahôHomens e rapazes segurando folhas e galhos com folhas verdes entram na Casa do Rohti (Sucuri). “Rohti jurkwa”
Coletivo KrahôTalmã Hutên Catê. Andorinho Cakrô Krahô - Acompanhador da Sucuri (Rohti to Cator catê pê quêt, wacmejê to Cator Catê). Cantiga do Gavião. e a fila = Sucuri (Rohti) indo lentamente ao pátio central (Cà).
Coletivo KrahôRa cà mã cator (chegando no pátio). Filmado do alto de uma árvore. A fila de homens = Sucuri (Rohti) indo lentamente ao pátio central (Cà). Andorinho Cakrô Krahô - Acompanhador da Sucuri (Rohti to Cator catê pê quêt, wacmejê to Cator Catê). Cantiga do Gavião. O Cacique e CrocCroc, os dois anciãos que estão nos primeiros lugares da fila por uma questão de “hierarquia cultural” aparecem de olhos fechados em postura de muita concentração e entrega aos Ritual/Amjekin.
Coletivo KrahôContinuação. Cena filmada do alto de uma árvore. A fila de homens = Sucuri (Rohti) indo lentamente ao pátio central (Cà). Andorinho Cakrô Krahô - Acompanhador da Sucuri (Rohti to Cator catê pê quêt, wacmejê to Cator Catê).Imagem de Faustino Krôkrôc (Liderança=Pahhi) na frente (falecido em 2013 ofendido por cobra). Aparecem acompanhando os registros Souza Krahô; Leonardo Pires Rosse e Ana Gabriela Morin.
Coletivo KrahôFaustino CrocCroc (falecido) e Johi “Mundico” Krahô conversam baixinho olhando para os homens Catamjê que estão ali no Cá ouvindo o que os mais velhos estão decidindo; quem será o novo líder sazonal – “prefeito” = Homré
Coletivo KrahôO cantor (increr) Andorinha cantando à sombra das mangueira.
Coletivo KrahôGrupo de homens; cortando a vaca para dividir a carne.
Coletivo KrahôHomens aguardando reunião.
Coletivo KrahôA pesquisadora Veronica Aldè (Prodocson) discursa para alguns índios.
Coletivo KrahôContinuação da fala do pesquisador e cacique da Aldeia Manoel Alves Dodanin Piiken Krahô, ao lado de Veronica Aldé, sobre os objetivos do projeto, (parte em língua nativa e parte em português).
Coletivo KrahôFala em língua nativa.do Sr.Odecir Tejapôc Krahô, da Aldeia Pé-de-Côco, considerado padle (mestre maior da cultura);
Coletivo KrahôJogo de petecas (Põhyhpry); brincadeira de petecas; final de mandato Wacmejê partido do verão/seca.
Coletivo KrahôDepoimento do vice-cacique (Pahhi jori) Sr.Quinquin da Aldeia Cachoeira falando na língua nativa para seu povo animar nesta festa; pra ficar felizes como era antes.
Amjekin na mê Cuma ampo jarên xà pahi Krac rè hopen catê.
Zé Cadete (Johê Krahô), conta da narrativa do Pajé da chuva e seu cunhado (Crowjikôt); o ancião e historiador conta como que um cunhado quase acabou com o outro cunhado com feitiço.
Hahàkrê mê cumã ampo jarê, caj wyrjapê – mêhot caprar catejê. Me to curan mã.
Hipêr tamã - continuação do arquivo 3546; Zé Cadete (Johê Krahô), conta da narrativa do Pajé da chuva e seu cunhado (Crowjikôt); o ancião e historiador conta como que um cunhado quase acabou com o outro cunhado com feitiço.
Coletivo KrahôDuas mulheres pintando dois homens com jenipapo (prôtti). A mais velha se chama Dª.Iracy Wapyr é da Aldeia Rio Vermelho. A mais nova Mª Claudina Romkwyj e é da Aldeia Cachoeira. O primeiro homem se chama Pedrinho Hampà Krahô, e o segundo, José Lindo Xêpým Krahô.
Coletivo KrahôItamar Cakãhhy Krahô sendo pintado com tinta de jenipapo (prôtti).
Coletivo KrahôVelório = mehtyc
Canto fúnebre dentro da casa do falecido Sr.Domingo Caxêt Krahô. Três mestres anciãos (mekore) conduzem o canto fúnebre ritual balançando o corpo, são: o cacique da Aldeia Cachoeira, Sr.Odilio Pêha Krahô, Sr.Odecir Tejapôc Krahô, da Aldeia Pé-de-Côco e Abílio Côhcawe Krahô.
Os anciãos cantam rezando. A escolha desse canto especifico diz respeito ao falecido ter sido um homem importante na cultura; cantador de maracá (Cotoj Inkre`r ) e essa música foi cantada em seu ritual de iniciação durante a infância - Amjekin Pepcahàc (Iniciação de crianças e jovens.
As três mulheres em volta do falecido são suas parentes. Ou quando jovens namoraram. Através do choro estão falando com o espírito do falecido pedindo para não fazer mal para a família, não assombrar, nem assustar ninguém. O lamento é uma forma de diálogo com o espírito. Também é no lamento que as mulheres comentam sobre algum fato ocorrido entre elas e o falecido, alguma conversa, uma convivência, uma farra; as características daquela pessoa; o bem que a pessoa fez.
Cena do enterro; muitas moças e crianças acompanham atentas todo o processo; homens aparentados rastelam as folhas; duas mulheres mais velhas sentadas choram e lamentam permanentemente;
Coletivo Krahô