Um conjunto de ações desenvolvidas, com vários parceiros, com objetivo de coibir o tráfico de bens culturais, recuperar e devolver aos locais de origem os bens culturais tombados, que foram extraviados, furtados ou roubados
IPHANA História da província Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil, de Pero de Magalhães de Gândavo, foi a primeira obra publicada em língua portuguesa sobre o Brasil. Sua primeira edição data de 1576 e, além de inaugurar a historiografia e a geografia brasileiras - uma preocupação consciente de seu autor -, foi pioneira também ao apresentar a nova terra como um local aprazível e habitável, e não como um exótico palco de aventuras e perigos; Ainda hoje, é um texto saboroso, vivo e surpreendente. Trata-se do relato de um viajante do Renascimento. Homem multifacetado e empreendedor, conhecedor do latim, Gândavo foi excelente historiador, atento aos aspectos botânicos, zoológicos, etnológicos e geológicos. Descreve engenhos, vilas e aldeias indígenas, bem como elementos da fauna e da flora locais ainda fantásticos a um primeiro olhar europeu. Registra ainda expedições aos sertões em busca de ouro, caracterizando um Brasil entre o selvagem e o civilizado, em que índios, colonos e jesuítas se enfrentam no desafio de habitar a terra; Esta nova edição traz o texto modernizado - a partir do original de 1576 - por Sheila Moura Hue e Ronaldo Menegaz, responsáveis também pelas inúmeras notas esclarecedoras. Um verdadeiro esmero, completado pelo fac-símile de diversas páginas da edição original
GÂNDAVO, Pero de Magalhães deA publicação aborda a proteção jurídica e os direitos autorais das expressões culturais indígenas brasileiras
Faria, Victor Lúcia Pimenta deEste livro, ao mesmo tempo relato de vida, autoetnografia e manifesto cosmopolítico, convida a uma viagem pela história e pelo pensamento de um xamã yanomami, Davi Kopenawa
Kopenawa, DaviBaseado sobretudo nos relatórios dos Diretores Gerais dos Índios e dos Presidentes da Província, este estudo mapeia várias questões subjacentes à política indigenista do Império. Em anexo, traz uma transcrição do "Parecer" de Ricardo Franco de Almeida Serra sobre os Guaikuru e Guaná (1803) e um ofício do Presidente da Província de MT sobre a criação da Diretoria Geral dos Índios (1846), com informações sobre os povos indígenas da Província
VASCONCELOS, Claudio Alves deVice-Reino do Peru, Cuzco, 1781. Depois de ter liderado um exército indígena de 40 mil homens na maior rebelião contra o domínio e a exploração colonial espanhola ocorrida até então, José Gabriel Tupac Amaru, um descendente direto da antiga nobreza inca, foi condenado, decapitado e esquartejado em plena praça pública. Um terrível exemplo de força da Coroa esponhola contra a sede de liberdade dos povos latino-americanos, mas que não seria suficiente para impedir as independências que, mais cedo ou mais tarde, chegariam
GERAB, KátiaEstuda a reclusão pubertária em jovens Kamayurá no Alto Xingu, sob o enfoque biocultural
TAVARES, Sérgio CorrêaLivro infantil sobre contação de histórias indígenas
Mendonça, SolA partir da leitura das cartas Anuas dos jesuítas, o autor documenta a trajetória desta redução que enfrentou as incursOes dos bandeirantes e a resistência dos Guarani ao modelo colonizador. O trabalho inclui mapas e tabelas bastante informativos
SOUSA, Neimar Machado dePublicação da dissertação de mestrado do autor, o livro enfoca uma das missões jesuíticas na Província do Itatim. Ao sublinhar a ação das lideranças e xamãs Guarani, o autor aborda a resistência indígena nesta área de fronteira da América Espanhola, área que envolveu também a presença de sertanistas oriundos da América Portuguesa
SOUSA, Neimar Machado deOs funerais Bororo engendram a cooperação vitalícia entre os índios em luto e os que lhes prestaram serviços cerimoniais. Ao final, celebra-se uma refeição, quando panelas fumegantes e bandejas com saborosos alimentos são alegremente oferecidas aos que, atuando como representantes dos mortos durante os funerais, são chamados de "almas". A Refeição das Almas estuda essa e outras práticas dos Bororo do Mato Grosso ao dispensarem cuidados aos mortos e enlutados
VIERTLER, Renate BrigitteEste é um livro voltado para um público amplo e diversificado, que pretende contar a história do Brasil republicano de forma simples e motivadora; Ao eleger como marco cronológico inicial o fim do século XIX, o livro privilegia o exame de acontecimentos, conjunturas e modos de vida mais diretamente vinculados à situação atual do país, uma vez que foi a partir da República que se acentuou o processo de construção das instituições políticas, econômicas e sociais que caracterizam a vida brasileira de nossos dias; É claro que não se esgota aqui a história do Brasil republicano. Selecionaram-se questões e eventos para montar um grande painel que permita ao leitor entender os problemas mais marcantes do período. O objetivo é mostrar que a história do nosso país não é pior ou melhor que as histórias de outros países; que temos nossos problemas, mas não temos um destino que nos condene ou nos garanta a salvação; A estrutura do livro não segue a ordem cronológica usual, com o primeiro capítulo falando do "começo" da história republicana, e o último, dos dias atuais. Os capítulos estão organizados por temas e buscam cobrir, cada um, todo o período republicano
GOMES, Angela de Castro (coord)O livro tem por objeto de estudo a construção física, social e simbólica da Reserva Indígena Kadiwéu e o entendimento de como os índios Kadiwéu elaboraram a delimitação do espaço físico para sobreviverem
SILVA, Giovani José da