Este livro do historiador norte-americano Jeffrey Lesser vem preencher uma lacuna que; ele próprio classifica de surpreendente: a ausência de estudos sobre o grande número de; imigrantes não-europeus no Brasil. Pois, se é verdade que todos os 4,55 milhões de; imigrantes que entraram no país entre 1872 e 1949 trouxeram consigo uma cultura pré-; migratória e criaram novas identidades étnicas, o fato é que os 400 mil asiáticos,; árabes e judeus, considerados não-brancos e não-pretos, foram os que mais puseram em; xeque as idéias da elite sobre a identidade nacional. Trata-se, aqui, de analisar como; e por que esses imigrantes entraram em discussão pública com as lideranças políticas e; intelectuais da nação. Suposições culturais acerca da hierarquia e das categorias; raciais, formalizadas nos séculos XVII e XVIII, refletiam e promoviam um sentimento de; superioridade européia, e muitos pensadores brasileiros eram monogenistas, vendo a raça; como vinculada à biologia e ao meio ambiente. Tais concepções serviam como uma luva à; elite brasileira, permitindo-lhe adquirir legitimidade ao vincular-se a lugares e; culturas longínquas. Afirmando que a geografia (isto é, a natureza) era a base da raça,; os imigrantes "brancos" no Brasil criariam uma identidade nacional semelhante à; européia, que viria a esmagar, com sua superioridade, as populações nativa e africana; A dupla assimilação era a chave para a criação de uma identidade nacional clara: à; medida que os colonos se tornassem brasileiros, o Brasil se tornaria europeu. Mas se; alguns integrantes da elite brasileira viam as características étnicas desejáveis como; de base geográfica e pediam a proibição da imigração proveniente da Ásia e do Oriente; Médio, outros viam a concessão de plenos direitos de cidadania, tanto jurídicos quanto; sociais, aos sírio-libaneses e aos nisseis como um preço razoável a ser pago pelo; crescimento econômico, e outros ainda permaneciam vacilantes, imaginando a; possibilidade de o Estado brasileiro insistir no desaparecimento da etnicidade dos; imigrantes e, mesmo assim, colher os benefícios de sua mão-de-obra. A análise dessas; posições díspares por parte do autor sugere que a "mestiçagem", que muitos estudiosos; viram como significando o surgimento de uma "raça" brasileira nova e uniforme, a partir; da mistura de povos, foi muitas vezes entendida como a criação de diferentes; identidades e de uma multiplicidade de brasileiros hifenizados, e não de um grupo; único
LESSER, JeffreyEtnicidade
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Compreender finalmente que a etnicidade e os mecanismos identitários subjacentes constituem, no mundo atual, fenômenos quase universais leva-me a acreditar que eles continuarão ainda por muito tempo a atrais a nossa atenção, não apenas como cientistas sociais, mas também - e sobretudo - como cidadãos. Essa a principal razão que me animou a reunir estes ensaios com a expectativa de que, mesmo num mundo globalizado, sempre haverá espaço para a diversidade étnica e cultural, não importando a latitude em que estiverem localizadas as sociedades anfitriãs
OLIVEIRA, Roberto Cardoso deRelata uma história de conflito social dos Mekrãgnoti
VERSWIJVER, GustaafOs DVDs apresentam os conteúdos do Curso de Dimensões das Culturas Indígenas:Cosmologia, arte e etnicidade ocorrido nas dependências do Museu do Índio em 2008, organizado em 08 palestras dadas entre os dias 21 a 24 e 28 a 31 de julho e duas mesas redondas
Museu do ÍndioOs DVDs apresentam os conteúdos do Curso de Dimensões das Culturas Indígenas:Cosmologia, arte e etnicidade ocorrido nas dependências do Museu do Índio em 2008, organizado em 08 palestras dadas entre os dias 21 a 24 e 28 a 31 de julho e duas mesas redondas
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Museu do ÍndioOs DVDs apresentam os conteúdos do Curso de Dimensões das Culturas Indígenas:Cosmologia, arte e etnicidade ocorrido nas dependências do Museu do Índio em 2008, organizado em 08 palestras e duas mesas redondas dadas entre os dias 21 a 25 e 28 a 31 de julho
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Museu do ÍndioA relação entre as categorias "etnia", "região" e "nação" tem se mostrado essencial desde a era da formação dos Estados nacionais. Essa relação aponta para realidades outras como a de identidade e a de contextos espaciais e/ou fronteiriços. Nessa perspectiva que implica multiplicidades diversas é que se insere a coletânea intitulada Fronteiras e Espaços Interculturais. Essa obra surge de criteriosa seleção e organização de textos feita pelos autores, que inclui resultados parciais de pesquisas produzidas no âmbito do Projeto Etnicidade, Região e Nação
ROCHA, Leandro MendesComo base em relatos autênticos sobre os primeiros contatos entre tribos isoladas e a civilização branca, Carlos R. Brandão analisa as conseqüentes modificações sofridas pelas sociedades indígenas, além de descrever as formais culturais de resistência criadas contra a formas culturais de resistência criadas contra a dissolução de suas crenças e costumes. Um minucioso levantamento antropológico da situação das populações indígenas no Brasil onde o autor trata de temas fundamentais como etnia e identidade étnica. Com isso agita a consciência do leitor e o convida a rever sua própria identidade, bem como as do diferentes grupos sociais, construídas ao longo da história
BRANDÃO, Carlos RodriguesApresenta a etnografia e o processo de civilização dos índios de Tefé
BARBOSA, Priscila FAULHABER