O Brasil no contexto do Atlântico Sul. Esta é a escala de análise do livro de Luiz Felipe de Alencastro, professor de História do Brasil na Universidade de Paris-Sorbonne. A tese paradoxal do livro é a de que "o Brasil formou-se fora do Brasil". Como explicar isto? A explicação do professor Alencastro para este paradoxo não parte da formação do território colonial português na América do Sul, tal como tem praticado a historiografia brasileira para explicar a história colonial do país. Ela parte do espaço econômico e social que se consolidou na área Atlântica que cerca o trópico de Capricórnio, no hemisfério sul, entre a costa litorânea brasileira e a africana. Dentro deste espaço, a produção monocultora escravista portuguesa do continente sul-americano conectou-se durante cerca de três séculos à área ocidental africana, principal laboratório do "negócio negreiro". Foi neste contexto, segundo o autor, que nasceu o Brasil no século XVIII; 2Circulações, conecções, redes: todos os meios de intercâmbio e trocas intercoloniais são examinados e sintetizados neste inovador e ambicioso livro do professor Alencastro. De Luanda, passando pelo Rio de Janeiro em direção a Buenos Aires, as rotas do comércio negreiro português são reconstituídas; as guerras angolanas e o comércio português da cachaça são exumados; Lisboa é integrada no grande comércio negreiro do Atlântico Sul como "plataforma giratória das trocas entre Europa e a África" ; tudo para explicar a singularidade brasileira; 3Com abundância de exemplos que demonstram a erudita argumentação das teses de Alencastro, o livro confere um valor novo ao rol dos livros que sintetizam a formação do Brasil contemporâneo
ALENCASTRO, Luiz Felipe deEscravos
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BR DFFUNAI RJMI BIB-LIV-981.1 / A368t / 2000
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2000
Parte de Bibliográfico