Informação do relatório: Fotos da I.R.5; Legenda da foto: "Chácara de índio Guaraní"; Descrição da foto: Casa de índio Guarani no Posto Indígena de Nacionalização Araribá
Informação do relatório: Fotos da I.R.7; Legenda da foto: "Casal Guaraní"; Descrição da foto: Casal indígena Guarani do Posto Indígena de Nacionalização Guarita
Informação do relatório: Serviço de Proteção aos índios - Relatorio v.1 - Rio de Janeiro 1942; Legenda da foto: "Animal bem cuidado pelo indio Guaraní"; Descrição da foto: Índio Guarani com cavalo
Relatório do desenhista Júlio Agostinho Horta Barboza ao Posto indígena Kurt Nimuendajú; Legenda: Menina Guaraní
Relatório do desenhista Júlio Agostinho Horta Barboza ao Posto indígena Kurt Nimuendajú; Legenda: Meninos Guaraní
Informação do relatório: [?]; Legenda da foto: "Um rezador em início de seu trabaíndios Guaranis lho"; Descrição da foto: Índios Guarani realizando trabalhos religiosos
Na primeira metade do século XVII, Portugal ainda dependia politicamente da Espanha, fato que, se por um lado exasperava os sentimentos patrióticos de um frei Antão, como mostrou Gonçalves Dias, por outro lado a ele se acomodavam os conservadoristas e os portugueses de pouco brio. D. Antônio de Mariz, fidalgo dos mais insignes da nobreza de Portugal, leva adiante no Brasil uma colonização dentro mais rigoroso espírito de obediência à sua pátria. Representa, com sua casa-forte, elevada na Serra dos Órgãos, um baluarte na Colônia, a desafiar o poderio espanhol. Sua casa-forte, às margens do Pequequer, afluente do Paraíba, é abrigo de ilustres portugueses, afinados no mesmo espírito patriótico e colonizador, mas acolhe inicialmente, com ingênua cordialidade, bandos de mercenários, homens sedentos de ouro e prata, como o aventureiro Loredano, ex-padre que assassinara um homem desarmado, a troco do mapa das famosas minas de prata. Dentro da respeitável casa de D. Antônio de Mariz, Loredano vai pacientemente urdindo seu plano de destruição de toda a família e dos agregados. Em seus planos, contudo, está o rapto da bela Cecília, filha de D. Antônio, mas que é constantemente vigiada por um índio forte e corajoso, Peri, que em recompensa por tê-la salvo certa vez de uma avalancha de pedras, recebeu a mais alta gratidão de D. Antônio e mesmo o afeto espontâneo da moça, que o trata como a um irmão. A narrativa inicia seus momentos épicos logo após o incidente em que Diogo, filho de D. Antônio, inadvertidamente, mata uma indiazinha aimoré, durante uma caçada. Indignados, os aimorés procuram vingança: surpreendidos por Peri, enquanto espreitavam o banho de Ceci, para logo após assassiná-la, dois aimorés caem transpassados por certeiras flechas; o fato é relatado à tribo aimoré por uma índia que conseguira ver o ocorrido. A luta que se irá travar não diminui a ambição de Loredano, que continua a tramar a destruição de todos os que não o acompanhem. Pela bravura demonstrada do homem português, têm importância ainda dois personagens: Álvaro, jovem enamorado de Ceci e não retribuído nesse amor, senão numa fraterna simpatia; Aires Gomes, espécie de comandante de armas, leal defensor da casa de D. Antônio. Durante todos os momentos da luta, Peri, vigilante, não descura dos passos de Loredano, frustrando todas suas tentativas de traição ou de rapto de Ceci. Muito mais numerosos, os aimorés vão ganhando a luta passo a passo. Num momento, dos mais heróicos por sinal, Peri, conhecendo que estavam quase perdidos, tenta uma solução tipicamente indígena: tomando veneno, pois sabe que os aimorés são antropófagos, desce a montanha e vai lutar "in loco" contra os aimorés: sabe que, morrendo, seria sua carne devorada pelos antropófagos e aí estaria a salvação da casa de D. Antônio: eles morreriam, pois seu organismo já estaria de todo envenenado. Depois de encarniçada luta, onde morreram muitos inimigos, Peri é subjugado e, já sem forças, espera, armado, o sacrifício que lhe irão impingir. Álvaro (a esta altura enamorado de Isabel, irmã adotiva de Cecília) consegue heroicamente salvar Peri. Peri volta e diz a Ceci que havia tomado veneno. Ante o desespero da moça com essa revelação, Peri volta à floresta em busca de um antídoto, espécie de erva que neutraliza o poder letal do veneno. De volta, traz o cadáver de Álvaro morto em combate com os aimorés. Dá-se então o momento trágico da narrativa: Isabel, inconformada com a desgraça ocorrida ao amado, suicida-se sobre seu corpo. Loredano continua agindo. Crendo-se completamente seguro, trama agora a morte de D. Antônio e parte para a ação. Quando menos supõe, é preso e condenado a morrer na fogueira, como traidor. O cerco dos selvagens é cada vez maior. Peri, a pedido do pai de Cecília, se faz cristão, única maneira possível para que D. Antônio concordasse, na fuga dos dois, os únicos que se poderiam salvar. Descendo por uma corda através do abismo, carregando Cecília entorpecida pelo vinho que o pai lhe dera para que dormisse, Peri, consegue afinal chegar ao rio Paquequer. Numa frágil canoa, vai descendo rio abaixo, até que ouve o grande estampido provocado por D. Antônio, que, vendo entrarem os aimorés em sua fortaleza, ateia fogo aos barris de pólvora, destruindo índios e portugueses. Testemunhas únicas do ocorrido, Peri e Ceci caminham agora por uma natureza revolta em águas, enfrentando a fúria dos elementos da tempestade. Cecília acorda e Peri lhe relata o sucedido. Transtornada, a moça se vê sozinha no mundo. Prefere não mais voltar ao Rio de Janeiro, para onde iria. Prefere ficar com Peri, morando nas selvas. A tempestade faz as águas subirem ainda mais. Por segurança, Peri sobe ao alto de uma palmeira, protegendo fielmente a moça. Como as águas fossem subindo perigosamente, Peri, com força descomunal, arranca a palmeira do solo, improvisando uma canoa. O romance termina com a palmeira perdendo-se no horizonte, não sem antes Alencar ter sugerido, nas últimas linhas do romance, uma bela união amorosa, semente de onde brotaria mais tarde a raça brasileira
ALENCAR, José de“Toldo de Erechim, [RS]. Grupo do Toldo.” Possivelmente índios Guarani
Mulher Guarani com aproximadamente 31 anos
FOERTHMANN, HeinzMulher Guarani com aproximadamente 31 anos
FOERTHMANN, HeinzMenino Guarani de aproximadamente 12 anos
FOERTHMANN, HeinzMenino Guarani de aproximadamente 12 anos
FOERTHMANN, HeinzMenina Guarani com aproximadamente 10 anos
FOERTHMANN, HeinzMenina Guarani com aproximadamente 10 anos
FOERTHMANN, HeinzMenina Guarani com aproximadamente 10 anos
FOERTHMANN, HeinzMenino Guarani de aproximadamente 8 anos
FOERTHMANN, HeinzMenino Guarani de aproximadamente 8 anos
FOERTHMANN, HeinzFamília Guarani
FOERTHMANN, HeinzRegistro das atividades de difusão cultural do Museu Nacional dos Povos Indígenas
Registro das atividades de difusão cultural do Museu Nacional dos Povos Indígenas
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Índio Guarani vestido com paletó chamado Antônio Vicente registrado pelos pesquisadores da Comissão Rondon
filme Guarani
Benjamim KulinaÍndios Guarani do Posto Indígena Araribá trabalhando no conserto da estrada fotografados por Heinz Foerthmann
Heinz, FoerthmannFaca de material orgânico confeccionado em pedaço de madeira não identificada. Apresenta entre o punho e a "lâmina" pedaço de osso fixado em sentido perpendicular. Exibe punho revestido de trançado sarjado de fibra vegetal não identificada arrematado na extremidade com penas multicoloridas de aves não identificadas nas cores marrom e vermelha. Possui bainha trançada com fibra vegetal não identificada segundo a técnica do trançado quadricular gradeado decorada na extremidade superior com tufos de penas multicoloridas
GuaraniVassoura confeccionado com lasca de cipó não identificado, dobrado e costurado com fitas do mesmo material
GuaraniMachado de pedra (granito) encabado-transpassado confeccionado com cabo de madeira trançado com cipó-imbé e fibra de taquara apresentando lâmina de formato irregular amarrada por cipó. Exibe adorno de penas nas cores marrom, azul, vermelho e cinza
GuaraniFlecha fisga constituída por haste de taquara e ponta de metal provida de fisga adicional, também de metal, atada à primeira por meio de fio de cobre e fios de algodão industrializado tingido de preto. Apresenta emplumação radial com penas de ave não identificada, com atadura cerrada com intervalos de meias-penas executada com fios de algodão industrializado e tingidos de preto. Exibe a junção entre a ponta e a haste revestida com fios de algodão tingidos de preto
GuaraniFlecha serrilhada unilateral constituída por haste de taquara e ponta de madeira não identificada, serrilhada unilateralmente. Apresenta emplumação radial com penas de ave não identificada com atadura cerrada em intervalos de meias-penas, executada com fios de algodão industrializado e tingidos de preto. Exibe a junção entre a ponta e a haste revestida com fios de algodão tingidos de preto
GuaraniPonta de flecha serrilhada bilateral confeccionado com madeira
GuaraniBolsa carapaça de tatu peba, de conformação triangular, confeccionado com a couraça de tatu costurada nas laterais. Provida de alça torcida de fios de buriti
GuaraniChocalho confeccionado com recipiente de cabaça e cabo de madeira revestido com trançado quadricular
GuaraniUrna funerária de cerâmica de borda extrovertida e base cônica. Apresenta superfície enegrecida
GuaraniPatrona de base quadrada e borda circular, confeccionado com lasca de taquara, nas cores natural e tingidas de azul e laranja, segundo a técnica do trançado sarjado. Apresenta superfície decorada com linhas horizontais, obtidas através do cruzamento das fibras e borda com acabamento decorativo. Possui tampa confeccionado com a mesma matéria-prima, segundo a técnica do trançado hexagonal exibindo borda com acabamento decorativo e alça de fibra, não identificada, torcida
GuaraniCesto paneiriforme provido de tampa, de base quadrada e borda circular extrovertida, confeccionado com lasca de taquara, nas cores natural e tingida de vermelho, segundo a técnica do trançado sarjado. Apresenta superfície decorada com motivos geometrizantes, obtidos através do cruzamento das fibras e borda com acabamento decorativo. Exibe tampa confeccionado com a mesma matéria-prima, segundo a técnica do trançado hexagonal exibindo a borda com acabamento com aro plano
GuaraniCesto paneiriforme provido de tampa, de base retangular e borda circular extrovertida, confeccionado com lasca de taquara, nas cores natural e tingida de verde, segundo as técnicas do trançado sarjado, para 1/2 do bojo e base e arqueado para 1/2 restante do bojo. Apresenta superfície decorada com linha horizontal, obtida através do cruzamento das fibras e borda com acabamento decorativo. Exibe tampa confeccionado com a mesma matéria-prima, segundo a técnica do trançado hexagonal exibindo a borda com acabamento com aro plano
GuaraniCesto tigeliforme de base quadrada e borda circular, confeccionado com lasca de taquara, nas cores natural e tingida de vermelho, segundo a técnica do trançado sarjado. Apresenta superfície decorada com motivos geometrizantes, obtidos através do cruzamento das fibras e borda com acabamento com aro plano costurado com lasca de cipó
GuaraniCesto vasiforme de base retangular e borda circular, confeccionado com lasca de taquara, nas cores natural e tingida de roxo, segundo a técnica do trançado sarjado. Apresenta superfície decorada com motivos geometrizantes, obtidos através do cruzamento das fibras e borda com acabamento decorativo
GuaraniRegistro das atividades de difusão cultural do Museu Nacional dos Povos Indígenas
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