Os Autores Mostram Como a "tradicao" - Base do Nacionalismo e "prova" de um Especie de Antiga e Inatacavel Superioridade dos Povos - e uma Construcao, Algo Criado, Inventado
HOBSBAWM, EricEste livro reúne cinco ensaios etnológicos escritos por Fernandes entre 1946 e 1964, incluindo estudos sobre a reação tupi à conquista, a educação entre os Tupinambá, a trajetória de Tiago Marques Abiporeu, as tendências teóricas da pesquisa etnológica e o valor etnográfico das fontes coloniais. Inclui o famoso quadro sinóptico das observações registradas pelos “cronistas”
FERNANDES, FlorestanLenda sobre a lua cheia narrada pelo grupo indígena Kaxinawá
Eboli, TerezinhaEsta lenda narra como Uniaí, com a morte de seu filho, entoa cantos mágicos e como dos olhos do menino nasce o guaraná
FITTIPALDI, CiçaReportagem sobre o idioma Tupi
Angelo, ClaudioEssa obra é a primeira ampla descrição da língua Iranxe-Mỹky, língua indígena classificada como isolada, da qual só se conheciam dois breves trabalhos exploratórios (Holanda 1964, Meader 1967) realizados, então, com os Iranxe. Os Mỹky constituem um ramo do povo Iranxe que permaneceu sem contato com os não-índios até 1971. Ruth Monserrat apresenta, de modo sintético, o sistema fonológico e o funcionamento da ortografia Mỹky para, então, tratar detalhadamente da Morfossintaxe. Segundo a autora, “a maior riqueza formal da língua está concentrada no verbo”, estes divididos em “ativos, estativos e não-estativos”. A descrição da riqueza de categorias flexionais verbais da língua ocupa boa parte da obra, mas há também uma extensa e cuidadosa seção sobre o sistema flexional nominal. Os exemplos são copiosos e o livro ganha, ainda, uma rica seção de textos e, como anexo, um ótimo vocabulário.
MONSERRAT, Ruth Maria FoniniPropOe uma análise teórica da frase até o fonema na língua Pirahã. Discute ImplicaçOes epistemológicas do desenvolvimento da teoria chomskyana
EVERETT, Daniel LeonardA série Morená apresenta os mitos de nossos índios em linguagem acessível que conserva o tom mágico e a poesia, com ilustrações inspiradas nas culturas indígenas de onde foram transcritos. Morená significa, para os índios Kamaiurá, a terra mítica onde mora Mavutsinim, o grande criador
FITTIPALDI, CiçaA luta da erva recupera as narrativas dos brasileiros expropriados com o processo de colonização do Oeste Catarinense. Traz os embates subjacentes do passado e do presente. Apresenta-se enquanto contra-história, por ser sineticamente opsta à História Oficial do colonizador. A contra-história dos brasileiros é silenciosa, subalterna, sem registros, sem marcos públicos, salvo aqueles da história feito corpo dos atores e depositária nos fragmentos da memória. É construida por homens comuns, nas ações do dia-a-dia. Neste caso, abriu-se espaço, para que a minoria étnica, os brasileiros, se expressasse, relatando as coisas comuns, matéria da qual todos somos feitos
RENK, ArleneDiscute os processos sociais da construção e a manutenção da identidade étnica em que está engajada a sociedade Apinayé no contato com a sociedade brasileira
GONÇALVES, José Reginaldo SantosEstuda os índios Maxakali. Explica as relaçOes entre índios e brancos no vale do Mucuri. Mostra como a sociedade Maxakali entrou na história nacional
NASCIMENTO, Neli Ferreira doA dissertação estuda a disputa territorial entre o governo do Estado do Rio Grande do Sul e o índios Kaingang
ROSA, Marcelo Caetano de CernevA Majestade do Xingu é uma história de imigrantes, de russos, de judeus, de comunistas, de índios, de Noel Nutels, de pequenos comerciantes, de várias formas de ser brasileiro, de pais e mães, de filhos e amigos, de diferentes qualidades de amor e ódio, de cartas que não escrevemos, de lutas contra a dor. Dando voz a um dono de armarinho que dispersou afetos entre miudezas empoeiradas, Moacyr Scliar enlaça todas as histórias neste romance. Elas às vezes nos fazem rir, sempre nos confrontam com uma melancolia irremediável e se incorporam à nossa experiência de leitores de forma definitiva
SCLIAR, MoacyrReúne informaçOes sobre a maloca, um dos elementos centrais da cultura Takano. Cita o mito cosmogOnico, a mundi-visão do iniciado, o simbolismo contido no conjunto da maloca, e nos objetos do uso caseiro
BÉKSTA, Kazys JurgisA manada de homens corta a linha de mulheres e segue a direção. Homens e mulheres continuam cantando (cada um em seu ritmo e andamento e cada um o seu canto) e dançando (em passos de queixadas). Mulheres e meninas se desprendem da linha para buscar panelas e potes.
João Onima KulinaEu e os Kulina explicam que quando o tokorime vai embora, o pajé deixa a máscara no mato. A equipe de museologia tenta identificar a jarina na internet. George e eu ficamos conversando sobre a sonoridade da chegada de um tokorime na aldeia.
Benjamim KulinaResumo publicado pelo III Seminário Internacional em Memória Social sobre a relação entre a demarcação das terras indígenas e a documentação indigenista
Mello, Rodrigo Piquet Saboia deO artigo estabelece uma discussão dos estoques informacionais produzidos em meio digital sobre os povos indígenas no tempo hoje. Neste artigo serão abordadas duas ações documentárias sobre a temática em questão: o Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas (PROGDOC) e a Salvaguarda do Patrimônio Linguístico e Cultural de Povos Indígenas Transfronteiriços e de Recente Contato na Região Amazônica, ambos organizados e difundidos pelo Museu do Índio/Fundação Nacional do Índio em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)
Mello, Rodrigo Piquet Saboia deDefine um método para aplicação de temas nos festivais de material etnográfico dos Índios Canela
CROCKER, William HOs mitos heróicos ocupam posição de destaque no conjunto das tradições culturais de muitas nações indígenas sul-americanas, ao exercerem a função primordial de exprimir o “valor social” da cultura do grupo e também de legitimar o padrão de comportamento tribal, os parâmetros morais e as instituições fundamentais da sociedade, além de fornecer aos membros do grupo o senso de unidade e de oposição a outros grupos. Ao lado da reflexão teórica, este estudo pioneiro detalha a análise do papel do herói-civilizador na vida religiosa e nos surtos messiânicos dos apapokúva-guarani, da presença do herói mítico entre os kaduvéo, e das relações entre a mitologia e o sistema de vida de outros povos, tais como os kaigáng, os borôro e os mundurukú
SCHADEN, Egon (1913-1991)Esta coletânea de narrativas míticas é o segundo volume da coleção "Narradores Indígenas do Rio Negro. Memória, Identidade, Patrimônio cultural e Perspectivas para o futuro" lançada pela FORIN no seu programa de resgate e de revigoração da cultura tradicional dos vários povos que moram na região do rio Negro
Diakuru (Américo Castro Fernandes)Apresenta um modelo de estrutura social em que vivem os índios Xokleng baseado na execução de ritos de passagem em família
URBAN, Gregory PAtravés da análise estruturalista e da psicanalise, o autor mostra como, entre os índios Marubo, do Estado do Amazonas, os cânticos de cura agem sobre o comportamento fisiológico do paciente, obtendo seu restabelecimento
MELATTI, Delvair Montagner