Neste livro, Roberto DaMatta convida que o leitor faça com ele uma ponte entre a casa e a rua. Em vez de usar as costumeiras portas e trancas, DaMatta deseja abrir as portas da antropologia social, arejando essa casa fechada a sete chaves para o mundo da rua, zona onde, no caso brasileiro, a vida se desenvolve com emoção e dinamismo. Estudando nosso espaço social, o modo como concebemos a morte os mortos, nossas dificuldades para viver democraticamente e realizando um estudo modelar a partir do texto célebre de Jorge Amado (Dona Flor e seus dois Maridos), Roberto DaMatta nos oferece um exemplo palpitante de interpretação intelectual inteligente, clara e aberta aos temas que realmente preocupam nossa vida cotidiana
MATTA, Roberto daA comemoração do Dia do Índio no Museu do Índio é celebrada na mídia e faz circular discursos que fazem parte de um contexto histórico maior. Atinge os telespectadores ao retornar discursos fundadores de sua identidade por meio de sentidos fortemente presentes no imaginário nacional
BRANDÃO, Cristina de Jesus BotelhoA comemoração do Dia do Índio no Museu do Índio é celebrada na mídia e faz circular discursos que fazem parte de um contexto histórico maior. Atinge os telespectadores ao retornar discursos fundadores de sua identidade por meio de sentidos fortemente presentes no imaginário nacional
BRANDÃO, Cristina de Jesus BotelhoA Cerâmica constitui o melhor tratado sobre o tema. Este curso completo apresenta-se na forma de um manual prático e de consulta frequente extremamente útil e de grande interesse, tanto para quem se sente atraído pelo tema e pretende aprender, como para o iniciado que já frequentou cursos ou, ainda, para o profissional. Os primeiros encontrarão, tratados de um modo exaustivo, todos os aspectos em jogo na arte e no ofício da cerâmica; os segundos terão aqui reunida, de forma ordenada, concisa e com uma linguagem acessível, toda a bagagem de conhecimentos indispensáveis ao profissional
Publicação sobre a situação dos indígenas em áreas urbanas, com enfoque na região de São Paulo
Bela e criteriosa seleção de imagens das expedições científicas do Instituto Oswaldo Cruz ao interior do Brasil nos anos de 1911-1913. Ao percorrer extensas áreas da Amazônia e da região Nordeste, os expedicionários não só realizaram o levantamento das condições médico-sanitárias de tais populações, como também possibilitaram um minucioso registro de aspectos geográficos, econômicos e socioculturais dos lugares visitados. Proporciona uma reflexão em torno da linguagem fotográfica que, conjugada à pesquisa sobre a evolução das políticas públicas, revela aspectos originais da memória da saúde e das ciências biomédicas no Brasil
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZAs demandas, cada vez maiores, por informações, sejam escritas, orais, audiovisuais ou em multimídia, manifestam-se tanto nos setores científicos e produtivos quanto junto ao grande público. Surgem as redes globais de telemática, cujo exemplo de maior repercussão é a internet, que abre perspectivas ainda imprevisíveis para a mais ampla disseminação de informações. As mudanças que se verificaram nesse campo, tanto de ordem tecnológica quanto social e econômica, propiciaram o surgimento da ciência da informação, que estuda a construção, comunicação e uso da informação. Este livro mostra em que consiste a ciência da informação e sua importância no mundo atual
LE COADIC, Yves-FrançoisEstes livros formam o que se poderia chamar de um tríptico das grandes civilizações ameríndias que tiveram seu declínio e extinção decretados pela chegada dos conquistadores espanhóis ao Novo Mundo
SOUSTELLE, JacquesApresenta a arte do trançado e a conduta cultural das populaçOes indígenas brasileiras
RIBEIRO, Berta G (1899-1958)Apresenta a arte do trançado e a conduta cultural das populaçOes indígenas brasileiras
RIBEIRO, Berta G (1899-1958)Este livro remonta o surgimento, a evolução e a decadência do império inca, bem como as pré-condições para seu aparecimento. Henri Favre mostra que a Civilização Inca, cujo apogeu se consubstancia na Cuzci imperial do século XV, foi marcada por um minucioso sistema de produção, a existência de classes, a ditadura exercida por uma delas, condicionada pelo desenvolvimento de forças produtivas e uma realidade concreta
FAVRE, HenriOs maias possuíam um difícil e complicado sistema de escrita glífica, na qual se identificaram recentemente 862 caracteres distintos. Empregavam o zero em seu engenhoso sistema trinumeral e vigesimal, com o qual podiam escrever quantidades até o infinito. Tiveram quatro calendários: um ritual (Tzolkín) de 260 dias, um civil (Haab) de 360 dias ? formando os dois a famosa Roda Calendárica ?, e outros dois para uso exclusivamente científico. Seus conhecimentos astronômicos eram extraordinários: não só encontraram a rotação do planeta Vênus em sua órbita com um erro de apenas 14 segundos, mas também a sua rotação sinódica, e representaram em seus códices tabelas de eclipses e os signos zodiacais. Sua arquitetura, pela beleza e suntuosidade, não teve rival entre as civilizações pré-hispânicas, como é atestado pelos inúmeros templos em metrópoles como Teothihucán e Monte Alban, Palenque, Copán e Yaxchillán, na área central, Uxmal e Chichén Itza, no Yucatán, Tikal, a cidade dos Deuses, onde se encontra a maior pirâmide de toda a América
GENDROP, PaulDo ponto de vista sócio-cultural, os povos da região apresentam caracterísicas comuns. Cada um, entretanto, mantém uma identidade própria, historicamente construída, controla um dos grandes rios e suas adjacências, e apresenta uma confiiguração política religiosa específica
VIDAL, Lux. Do ponto de vista sócio-cultural, os povos da região apresentam caracterísicas comuns. Cada um, entretanto, mantém uma identidade própria, historicamente construída, controla um dos grandes rios e suas adjacências, e apresenta uma confiiguração política religiosa específica
VIDAL, Lux. Do ponto de vista sócio-cultural, os povos da região apresentam caracterísicas comuns. Cada um, entretanto, mantém uma identidade própria, historicamente construída, controla um dos grandes rios e suas adjacências, e apresenta uma confiiguração política religiosa específica
VIDAL, LuxO choque entre os dois povos exigiu uma série de adaptações por parte dos índios. Gruzinski analisa, por exemplo, os deslocamentos na composição e na forma dos pictogramas, e também o progressivo aparecimento da paisagem de fundo e da escrita alfabética nos mapas indígenas, marcando a gradual assimilação da representação ocidental de espaço; Outras fontes já conhecidas são iluminadas por nova perspectiva. É o caso dos questionários aplicados pela administração espanhola na colônia. Gruzinski mostra, na própria formulação das perguntas, como os índios eram obrigados a rever suas concepções segundo critérios alheios; Por meio de investigações como essas, o leitor descobre como os índios se submetiam às expectativas espanholas. E percebe que não apenas os índios mudavam nesse processo: também os espanhóis se tornavam "outros" ao recorrer a xamãs indígenas e ao tentar compreender o que diziam seus interlocutores. O mundo colonial mexicano é, assim, restaurado em seus aspectos mais sutis e, do ponto de vista das culturas indígenas sob domínio espanhol, mais fundamentais
GRUZINSKI, SergeEsta obra do professor Alceu Antonio Werlang é uma boa contribuição para o entendimento do processo de colonização do oeste catarinense. Mesmo que a pesquisa tenha sido realizada há mais de uma década, mantém seu significado e importância e, felizmente, é disponibilizada aos profissionais da área e ao público em geral. Sem deixar de lado as exigências acadêmicas, o autor constrói um texto agradável e de fácil compreensão, o que se constitui grande mérito
WERLANG, AlceuNeste livro, Anita Leocádia articula uma análise, ao mesmo tempo, histórica, sociológica e militar da Coluna Prestes. Expondo as causas da crise da Repúbica Velha a da ascensão do tenentismo, a historiadora refaz o quadro social da época e o lugar ocupado pelo exército na sociedade brasileira. Esta análise histórico-sociológica inicial dá lugar, em seguida, a uma descrição minuciosa das sublevações militares no Rio Grande do Sul e em São Paulo. O relato não se contenta em descrever a movimentação da Coluna pelo interior brasileiro. Anita Prestes vai além e analisa as estratégias militares de guerrilha adotadas por Prestes e que representaram uma verdadeira revolução na prática militar nacional
PRESTES, Anita LeocadiaA autora discute diversas dimensOes do filme e vídeo etnográfico, em particular os trabalhos realizados “em regime de parceria com sociedades indígenas brasileiras”. Embora centrada nas experiências recentes, faz uma reflexão sobre o uso do filme em documentários históricos, sublinhando o “processo polifOnico de construção de imagens e auto-imagens"
PELLEGRINO, Silvia PizzolanteO trabalho de conclusão de curso em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF) aborda as políticas indigenistas implementados durante a Ditadura Militar brasileira e como afetaram o povo indígena Waimiri Atroari
Mello, Rodrigo Piquet Saboia de“Escrevo este livro para tentar fazer com que não se esqueça esta história, e mil outras semelhantes. Para responder à questão: como se comportar em relação ao outro?, o único meio que encontrei foi contar uma história como exemplo, a história da descoberta e da conquista da América. Ao mesmo tempo, essa pesquisa ética é uma reflexão sobre os signos, a interpretação e a comunicação, pois o semiótico não poder ser pensado fora da relação com outro”. T. Todorov
TODOROV, Tzvetan“Escrevo este livro para tentar fazer com que não se esqueça esta história, e mil outras semelhantes. Para responder à questão: como se comportar em relação ao outro?, o único meio que encontrei foi contar uma história como exemplo, a história da descoberta e da conquista da América. Ao mesmo tempo, essa pesquisa ética é uma reflexão sobre os signos, a interpretação e a comunicação, pois o semiótico não poder ser pensado fora da relação com outro”. T. Todorov
TODOROV, TzvetanEste livro tem por fim trazer a público o testemunho dos sobreviventes das tres grandes civilizações pré-hispânicas - Asteca, Maia e Quéchua (Inca)sobre a conquista espanhola em terras americanas
LEON-PORTILLA, MiguelEste livro discute questões centrais do pensamento de Sérgio Buarque de Holanda e interpreta inicialmente Raízes do Brasil para depois estabelecer vínculos entre este clássico e a reflexão que Sérgio desenvolve acerca da noção de fronteira no Brasil. Tal reflexão é examinada em comparação com debate norte-americano sobre a idéia de expansão para este e com as contribuições de Visões do Paraíso, destacando-se, então, que o conceito de modernidade, com o qual opera, jamais exclui o diálogo com as tradições culturais do país
WEGNER, RobertO tema é o mesmo. Os enfoques é que são diferentes. Na estréia das comemorações dos 500 anos do descobrimento da América, a Zahar lançou três biografias do polêmico navegador genovês que queria chegar as Índias e acabou descobrindo a América. Na primeira, Marianne Mahn-Lot revela um Colombo religioso, medieval e ao mesmo tempo moderno, com espírito de aventura, que registrava minuciosamente tudo o que via. Já na segunda, Hans Koning mostra que ele não era o herói corajoso e visionário, que aprendemos a admirar na escola. Ao contrário, para o autor, Colombo tinha incorporado a ganância e a crueldade do inicio do imperialismo europeu. Também nessa linha, de desfazer o mito do herói, Kirkpatrick Sale traça um perfil um pouco diferente do de Koning, retratando um homem sem raízes e solitário, produto de uma Europa doentia e de uma história de pilhagens, que jamais compreendeu o mundo que descobria
SALE, KirkpatrickRegistra práticas pedagógicas de um grupo de professores índios acreanos. Apresenta um estudo de usuário de biblioteca e reflete sobre a construção do curriículo indígena em algumas escolas da região, através da leitura de diários de classe de professores Kaxinawá
MONTE, Nietta LindenbergEscrito originalmente para uma coleção espanhola, este livro foi atualizado e oferece uma ampla abordagem da experiência portuguesa no Brasil durante o século XVI. No que diz respeito à história dos índios, é útil para visualizar o contexto mais amplo da presença indígena nesse período
COUTO, JorgeA dissertação avalia a capacidade dos Terena em reconstruir os seus territórios na esteira da Guerra do Paraguai, após a qual se iniciou um processo de desterritorialização, com a expansão da propriedade privada. Mostra como os Terena usaram a memória de sua participação na guerra como instrumento na negociação com as autoridades matogrossenses, resultando na formação de Reservas Indígenas sob a orientação do SPI. Demonstra, ainda, como a luta pela consolidação do território continuou ao longo do século XX
VARGAS, Vera Lúcia FerreiraPublicação realizada pela FUNAI sobre a Convenção 169 da OIT e o direito de consulta com o objetivo de difundir informação e fomentar as discussões nas comunidades e organizações indígenas, e também nos órgãos de Governo e no Legislativo
Yamada, Erika M.